Antes de encerrar seu mandato, em janeiro de 2021, o ex-presidente dos EUA, Donald Trump, comentou com amigos que temia uma vingança do Irã pelo assassinato do general Qassem Soleimani. Ele, na verdade, temia que o governo da República Islâmica tentasse matá-lo, revelam os jornalistas Peter Baker e Susan Glasser, no livro intitulado O Divisor: Trump na Casa Branca 2017-2021 (The Diviser: Trump in the White House, na tradução em inglês), previsto para ser lançado na próxima semana.
O general Soleimani foi alvo de um ataque de drones dos EUA, ordenado diretamente por Trump. O ato terrorista foi consumado quando o general estava perto do Aeroporto Internacional de Bagdá, em 3 de janeiro de 2020.
O ataque também matou o vice-chefe das Unidades de Mobilização Popular (PMU) do Iraque, Abu Mahdi al-Muhandis, entre outras vítimas.
Cinco dias depois, o Irã, que havia prometido vingar o assassinato de Soleimani, lançou um ataque de mísseis na base aérea de Ain al-Assad, administrada pelos EUA, na província ocidental de Anbar, no Iraque, bem como outra base aérea em Erbil.
A República Islâmica também disse que o ataque, batizado de Operação Mártir Soleimani, foi um “primeiro tapa” e que sua retaliação não havia acabado.
Em entrevista ao jornal The Guardian, os autores do livro destacam que Trump disse a vários de seus amigos da Flórida, em dezembro de 2020, que estava com medo de que o Irã tentasse assassiná-lo.
“Em um coquetel, Trump disse a vários de seus amigos da Flórida que estava com medo de que o Irã tentasse assassiná-lo, então ele teve que voltar para Washington onde estaria mais seguro”, destaca um trecho do livro.
Trump retornou a Washington, onde rapidamente “aumentou a pressão sobre Mike Pence”, seu vice-presidente, a quem ele estava pressionando para derrubar os resultados da eleição”, escrevem Baker e Glasser.
Os dois autores também disseram que o ex-presidente e seus conselheiros consideraram novos ataques contra o Irã, mas recuaram porque o final do mandato de Trump estava muito próximo.
As principais autoridades iranianas identificaram uma longa lista de culpados por trás do ataque terrorista que matou o General Soleimani, afirmando que todos os autores (principalmente Trump), terão que pagar o preço por seu “ato hediondo”.
Marcando o segundo aniversário da morte de Soleimani, o presidente iraniano, Ebrahim Raise, reforçou em 3 de janeiro que Trump e seu ex-secretário de Estado, Mike Pompeo, devem ser julgados pelo “crime horrível”.
“Caso contrário”, acrescentou, “o Ummah islâmico (comunidade) se vingará”.
Sobre os autores
Peter Baker e Susan Gasser são jornalistas, casados e com passagens por grandes jornalistas dos EUA. Durante quatro anos (2001 a 2004) comandaram a sucursal do jornal Washington Post em Moscou. Ele, atualmente, é um dos principais correspondentes do The New York Times na Casa Branca.
*Da Presstv editado por Fonte Exclusiva. Leia e compartilhe as notícias do Diário da Guanabara.












