Morreu na manhã deste sábado (04), em São Paulo, aos 73 anos, o caricaturista, ilustrador, chargista e músico Paulo Caruso. Ele estava internado no Hospital 9 de Julho, na região central de São Paulo.
Por meio da divulgação de uma nota, o Hospital confirmou a internação do cartunista e o falecimento, mas destacou que, “em respeito à privacidade do paciente e seus familiares, não há mais detalhes a serem fornecidos”.
Registrado com o nome de Paulo José Hespanha Caruso, mais conhecido como Paulo Caruso, os trabalhos executados ao longo de uma brilhante carreira estão documentados em vários veículos de comunicação do país.
No fim dos anos 1970, Paulo Caruso colaborou em O Pasquim ao lado de nomes consagrados, como os cartunistas Jaguar (1932), Millôr Fernandes (1923), Ziraldo (1932) e Henfil (1944 – 1988).
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Também atuou em várias publicações especializadas em humor e quadrinhos, como Chiclete com Banana, Geraldão e Pasquim 21, reedição recente do jornal, fechado no início da década de 1990, além de se dedicar à produção de espetáculos musicais e teatrais.
Em 1985, no Salão de Humor de Piracicaba, no interior de São Paulo, uniu a paixão pela música ao amor pelos cartuns e montou uma banda só com cartunistas.
Atualmente publicava charges na revista “Época” e no programa de entrevistas “Roda Viva”, da TV Cultura. Tinha também um trabalho com histórias em quadrinhos e tocava na banda Conjunto Nacional.
Em 2004, lançou o livro São Paulo por Paulo Caruso – Um Olhar Bem-Humorado sobre Esta Cidade, em homenagem aos 450 anos da metrópole, no qual tratava do cotidiano paulistano, caricaturando tipos humanos e representando edifícios e vistas panorâmicas da cidade.
O artista recebeu vários prêmios, entre eles o de melhor desenhista, pela APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte), em 1994.
Lula lamenta morte do cartunista
Em nota oficial, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lamentou a morte de Caruso.
“Paulo Caruso foi um grande desenhista e cronista político, com uma criatividade inesgotável, retratou com talento e consciência o dia-a-dia que constrói nossa história recente. O seu traço veloz e seu humor já são parte da memória nacional”, escreveu Lula, em nota oficial da Presidência, que também foi repostada nas redes sociais.
“Contribuiu com seu talento na luta pela democracia e por um país com direito à liberdade de expressão. Meus sentimentos ao seu irmão, Chico, aos seus familiares, amigos e admiradores”, completou.
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