O cinema brasileiro perdeu um de seus maiores nomes. Cacá Diegues, cofundador do Cinema Novo e diretor de clássicos como “Bye Bye Brasil” e “Xica da Silva”, morreu na madrugada desta sexta-feira (14), no Rio de Janeiro, aos 84 anos. Ele estava internado na Clínica São Vicente, onde passaria por uma cirurgia, mas sofreu complicações cardiocirculatórias.
O velório será realizado na manhã de sábado (15) na Academia Brasileira de Letras, onde Cacá ocupava a cadeira de número 7.
Carreira e legado
Cacá Diegues foi um dos pilares do Cinema Novo, movimento que revolucionou a cinematografia brasileira nos anos 1960 e 1970. Ao lado de nomes como Glauber Rocha, Ruy Guerra, Arnaldo Jabor e Leon Hirszman, ele ajudou a construir uma identidade única para o cinema nacional, marcada por críticas sociais e inovações estéticas.
Ao longo de sua carreira, dirigiu mais de 20 longas-metragens, entre eles:
– “Xica da Silva” (1976)**: Um marco do cinema brasileiro, que conquistou o público e a crítica.
– “Bye Bye Brasil” (1980)**: Uma reflexão poética sobre as transformações do país.
– “Deus é Brasileiro” (2003)**: Uma comédia que mistura folclore e crítica social.
– “Quilombo” (1984)**: Um retrato épico da resistência negra no Brasil colonial.
Outros destaques de sua filmografia incluem “Ganga Zumba” (1964), “Os Herdeiros” (1969), “Joanna Francesa” (1973) e “Chuvas de Verão” (1978). Em 2012, foi homenageado no Grande Prêmio de Cinema Brasileiro, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro.
Um legado que permanece
Cacá Diegues não apenas dirigiu filmes, mas também ajudou a construir uma visão crítica e poética do Brasil. Suas obras continuam a inspirar novas gerações de cineastas e espectadores, mantendo viva a chama do Cinema Novo.
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