No Dia do Corno, celebrado em 25 de abril, a piada de mau gosto ganha novos contornos: o “traído” deixou de ser apenas motivo de chacota para se tornar figura central de um fetiche em ascensão.
Dados do Sexlog, maior rede social de sexo e swing da América Latina, revelam que mais de 435 mil brasileiros se identificam com o cuckold — prática em que o prazer está em ver ou imaginar a parceira com outro.
Segundo o Sexlog, 53% dos homens que praticam cuckold preferem assistir ao vivo, enquanto 92% alimentam a fantasia como forma de excitação.
Entre as mulheres, 21% já se imaginam no papel de hotwives (mulheres que mantêm relações com outros com o consentimento do parceiro).
A prática, que já ocupa conversas, memes e roteiros, é mais popular no Acre (47,69%), Paraná (42,07%) e Rio de Janeiro (39,79%).
Do teatro grego ao streaming: O corno na cultura
A figura do corno é tão antiga quanto a mitologia: Hefesto, traído por Afrodite, e Otelo, corroído pelo ciúme em Shakespeare, são exemplos clássicos.
No Brasil, a dúvida eterna de Bentinho em Dom Casmurro ainda ecoa. Hoje, séries como The White Lotus (HBO) exploram a ambiguidade do tema: o personagem Ethan vive uma trama que mistura ciúme, fantasia e paranoia, deixando a pergunta no ar — sofrimento ou prazer?
Enquanto Reginaldo Rossi e Marília Mendonça cantavam a dor do corno, os Mamonas Assassinas levaram o tema ao humor em “Bois Don’t Cry”, questionando: “Ser corno ou não ser? Eis a minha indagação”. Já no funk e no pop, artistas como Anitta e MC Carol normalizam relações abertas, transformando o “traído” em cúmplice do desejo.

Cuckold: tabu que virou conexão
Para 89% dos adeptos, o fetiche fortaleceu o relacionamento, e 78% estão em uniões estáveis. “O cuckold mexe com dinâmicas de poder, mas reflete a busca por experiências autênticas”, explica Mayumi Sato, CMO do Sexlog.
Plataformas como Hotvips e o próprio Sexlog oferecem espaços seguros para explorar a prática, longe de julgamentos.
O corno moderno não é mais sinônimo de humilhação, mas de transgressão consensual. Se antes era motivo de samba sofrido, hoje é parte de um diálogo sobre sexualidade plural — onde o deboche dá lugar ao desejo, e o tabu vira conexão.
Sobre o Sexlog
Com 23 milhões de usuários, o Sexlog é a maior rede social de swing e fetiches do Brasil, promovendo encontros baseados em consentimento e liberdade sexual.
*Da Agência Fonte Exclusiva. Compartilhe esta notícia do Diário da Guanabara, o melhor site de notícias do Rio de Janeiro.












