O São Paulo fez história neste sábado (3) e conquistou pela primeira vez o Campeonato Brasileiro Feminino A1. Diante de 49.405 torcedores no MorumBIS, o Tricolor empatou por 1 a 1 com o Corinthians e confirmou o título graças à vitória por 2 a 1 no primeiro jogo da final, disputado na Neo Química Arena.
Com os resultados, o São Paulo venceu a decisão por 3 a 2 no placar agregado e encerrou o domínio do Corinthians, que havia conquistado as últimas seis edições do campeonato.
A conquista também colocou fim a uma longa espera do clube pelo título nacional no futebol feminino. O Corinthians, por sua vez, chegou à décima final consecutiva e havia vencido sete das últimas oito edições da competição.
Além do título inédito, a decisão também foi marcada por um recorde. O público de 49.405 pessoas no MorumBIS se tornou o maior já registrado em uma partida do Brasileirão Feminino A1.
São Paulo começa melhor e abre o placar
Assim como aconteceu no primeiro jogo da final, o Corinthians saiu atrás no placar e precisou correr em busca da reação.
Desta vez, porém, quem começou na frente foi o São Paulo. Aos 10 minutos, Bia Menezes recebeu pela esquerda e surpreendeu a goleira Nicole. Mesmo com pouco espaço para finalizar, a lateral arriscou diretamente para o gol e acertou o canto, colocando o Tricolor em vantagem.
O gol fez o São Paulo abrir 3 a 1 no placar agregado e deixou o Corinthians em uma situação ainda mais complicada. Para levar a decisão aos pênaltis, as Brabas precisavam marcar pelo menos mais dois gols.
A reação corintiana veio rapidamente. Aos 19 minutos, após um lançamento longo, a defesa são-paulina parecia ter o lance controlado, mas a goleira Carlinha tentou afastar a bola e acabou entregando a posse para Juliete.
A atacante aproveitou o erro e mandou para as redes, empatando a partida e devolvendo esperança ao Corinthians.
O São Paulo ainda chegou a marcar novamente. Crivelari balançou as redes de cabeça, mas o lance acabou sendo anulado por impedimento.
Corinthians aumenta a pressão no segundo tempo
Na volta do intervalo, o Corinthians passou a pressionar mais e adiantou suas linhas para tentar recuperar a bola no campo de ataque.
A estratégia criou algumas oportunidades. Jaqueline arriscou de fora da área e obrigou Carlinha a trabalhar. Pouco depois, Jhonson recebeu dentro da área e conseguiu finalizar, mas mandou a bola para fora.
O momento mais tenso da final aconteceu aos 18 minutos da segunda etapa. Após uma cobrança de falta pelo lado direito, Robinha puxou Érika dentro da área. O VAR chamou a arbitragem para revisar o lance, e o pênalti foi confirmado para o Corinthians.
A cobrança poderia mudar completamente a decisão. Se Gabi Zanotti marcasse, o placar agregado ficaria empatado em 3 a 3 e o título seria decidido nos pênaltis.
Mas Carlinha apareceu novamente.
Zanotti bateu no canto esquerdo, mas a cobrança saiu sem muita força. A goleira são-paulina acertou o lado e conseguiu defender, segurando a bola e evitando qualquer possibilidade de rebote.
Depois do pênalti desperdiçado, o Corinthians continuou tentando encontrar o gol que levaria a decisão para as penalidades. O São Paulo, por outro lado, passou a administrar a vantagem e apostar nos contra-ataques.
A partida ficou mais aberta nos minutos finais, mas nenhuma das equipes conseguiu marcar novamente. Após mais de nove minutos de acréscimos, o apito final confirmou a conquista inédita do São Paulo.
Jogadoras tricolores comemoram título diante de MorumBIS lotado
O título também foi acompanhado por um público histórico. Exatamente 49.405 torcedores estiveram no MorumBIS para assistir à decisão.
O número superou o antigo recorde do Brasileirão Feminino A1, registrado na final de 2024, quando 44.529 pessoas acompanharam o confronto entre Corinthians e São Paulo na Neo Química Arena.
A marca reforça o crescimento do interesse do público pelo futebol feminino brasileiro e mostra a força que as partidas decisivas da modalidade vêm conquistando nos estádios.
São Paulo encerra hegemonia do Corinthians
Com a conquista de 2026, o São Paulo interrompeu uma sequência de seis títulos consecutivos do Corinthians e levantou pela primeira vez o troféu do Brasileirão Feminino A1.
A campanha do Tricolor terminou com 17 vitórias, quatro empates e apenas duas derrotas. Ao longo da competição, a equipe marcou 40 gols e sofreu 14.
O título também manteve uma marca histórica do futebol paulista: pelo décimo ano consecutivo, um clube do estado terminou como campeão brasileiro feminino.
Além do Corinthians e do São Paulo, Ferroviária e Santos também já conquistaram o principal campeonato nacional da modalidade.
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