O Flamengo divulgou nesta segunda-feira (10) um documento oficial com sua posição sobre o Sistema de Sustentabilidade do Futebol (SSF), modelo de Fair Play Financeiro que a CBF pretende implementar no Brasil. A proposta está em discussão desde outubro, quando um grupo de trabalho formado por clubes e federações foi criado para debater o tema. O regulamento final deve ser apresentado em 26 de novembro.
De acordo com o clube, o envio das sugestões busca “contribuir para o aprimoramento das práticas de governança e sustentabilidade no futebol brasileiro”. Entre os principais pontos, o Flamengo propõe punições a equipes que estejam em Recuperação Judicial (RJ) ou Extrajudicial (REJ).
Para o Rubro-Negro, clubes que deixem de pagar dívidas durante o período entre a decretação da RJ/REJ e a homologação do acordo não devem ter vantagem competitiva. O texto recomenda perda de pontos e bloqueio no registro de novos atletas enquanto durar o processo.
A nota também defende o fim dos gramados sintéticos no futebol profissional nacional. Segundo o clube, a diferença nos custos de manutenção entre campos artificiais e naturais gera desequilíbrio financeiro e pode afetar a saúde dos atletas.
Proposta apresentadas pelo Flamengo
• Tratamento para clubes em RJ/REJ: perda de pontos e veto a registros de novos atletas até a homologação do acordo.
• Definição ampliada de custos: inclusão de direitos de imagem, luvas, bônus, comissões e impostos no cálculo total do elenco.
• Controle sobre brechas contábeis: impedir que gastos do futebol masculino sejam lançados de forma fictícia em categorias de base ou no futebol feminino.
• Indicadores de caixa: adoção de métricas para garantir capital de giro mínimo e evitar crises de liquidez.
• Transações com partes relacionadas: limitação de operações entre clubes e empresas ligadas aos proprietários, evitando receitas infladas artificialmente.
• Sistema de ratings: classificação dos clubes de acordo com boas práticas de gestão, com mais flexibilidade para quem tiver nota elevada.
• Sanções eficazes: foco em restrições nas janelas de transferência, com cumprimento integral das punições.
• Teste de proprietários e dirigentes: avaliação prévia de capacidade financeira e idoneidade de gestores que assumam clubes.
• Governança para execução automática: estrutura independente para aplicar punições com base em dados objetivos.
• Proibição de gramados artificiais: retirada imediata dos campos sintéticos das competições nacionais.
O Flamengo afirmou que continuará participando da elaboração das regras e parabenizou a CBF pela iniciativa de modernizar o controle financeiro do futebol brasileiro.
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