O futebol brasileiro perdeu nesta quinta-feira uma de suas figuras históricas. O ex-zagueiro Brito morreu aos 86 anos, deixando um legado marcado pela liderança, força física e participação decisiva na conquista da Copa do Mundo de 1970, no México.
A morte do ex-jogador foi lamentada pela Confederação Brasileira de Futebol, que destacou a importância do defensor para a história da Seleção Brasileira.
Em nota oficial, o presidente da entidade, Samir Xaud, afirmou que Brito deixa um legado eterno para o esporte nacional e para as futuras gerações do futebol brasileiro.
Nascido como Hércules Brito Ruas, no Rio de Janeiro, em 9 de agosto de 1939, o ex-zagueiro iniciou sua carreira profissional no Vasco da Gama. Ao longo da trajetória, também vestiu as camisas de clubes tradicionais como Flamengo, Cruzeiro, Internacional, Corinthians, Botafogo e Athletico Paranaense.
Com a camisa da Seleção Brasileira, Brito atuou entre 1964 e 1972. Foram 61 partidas disputadas, com 45 vitórias, 11 empates e apenas cinco derrotas.
Além do tricampeonato mundial conquistado em 1970, ele também venceu competições como a Copa Roca e a Taça Independência.
Durante a campanha da Copa do Mundo do México, o defensor formou a zaga brasileira ao lado de Piazza. Enquanto Piazza era reconhecido pela técnica e qualidade na saída de bola, Brito ganhou destaque pelo estilo firme de marcação e pela imposição física dentro de campo.
O ex-zagueiro participou de todos os jogos do Mundial sem ser substituído, ajudando a consolidar uma das seleções mais lembradas da história do futebol mundial.
A trajetória de Brito permanece ligada aos momentos mais emblemáticos do esporte brasileiro, sendo lembrado como símbolo de raça, competitividade e dedicação à camisa da Seleção Brasileira.
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