A vaga argentina nas semifinais esteve ameaçada até os minutos finais da prorrogação. Mesmo atuando durante boa parte do confronto com um jogador a mais, a atual campeã mundial encontrou forte resistência da Suíça antes de construir a vitória por 3 a 1, neste sábado, 11 de julho, em Kansas City.
O resultado manteve a equipe comandada por Lionel Scaloni na disputa pelo segundo título consecutivo e confirmou um confronto de grande tradição contra a Inglaterra. As seleções disputarão uma vaga na decisão da Copa do Mundo de 2026.
A Argentina saiu na frente com Alexis Mac Allister, ainda no começo da primeira etapa. Dan Ndoye empatou para os suíços depois do intervalo. Julián Álvarez e Lautaro Martínez definiram a classificação durante o tempo extra.
A seleção argentina começou a partida ocupando o campo ofensivo e tentando acelerar a circulação da bola. A postura agressiva foi recompensada logo aos 10 minutos.
Lionel Messi cobrou escanteio na área, e Mac Allister conseguiu se antecipar à marcação. O meio-campista cabeceou para vencer o goleiro Gregor Kobel e colocar a Albiceleste em vantagem.
O gol permitiu que os argentinos administrassem a posse durante parte do primeiro tempo. A equipe procurou ampliar o placar, mas esbarrou na organização defensiva da Suíça.
Mesmo atrás no marcador, a seleção europeia evitou se desorganizar. A marcação reduziu os espaços para Messi e dificultou a criação de oportunidades mais claras antes do intervalo.
A cobrança que originou o gol de Mac Allister representou mais um registro importante na trajetória de Lionel Messi.
O camisa 10 chegou a dez assistências em partidas de Copa do Mundo, ampliando sua presença entre os maiores garçons da história da competição.
Aos 39 anos, Messi continua sendo uma das principais referências técnicas da seleção argentina. Contra a Suíça, participou da organização das jogadas e foi responsável pelas principais bolas paradas da equipe.
Embora não tenha marcado, sua contribuição foi decisiva para a abertura do placar e para a manutenção da pressão ofensiva nos momentos mais difíceis do confronto.
O cenário mudou na etapa final. A Suíça aumentou a intensidade, avançou sua marcação e começou a provocar erros na saída de bola argentina.
A equipe europeia passou a ocupar com maior frequência o campo de ataque e obrigou a defesa sul-americana a trabalhar sob pressão.
A reação suíça foi transformada em gol aos 22 minutos. Dan Ndoye participou da construção da jogada, avançou pela área e finalizou para superar Emiliano Martínez.
O empate alterou o ritmo da partida. A Suíça ganhou confiança, enquanto a Argentina encontrou dificuldades para retomar o controle apresentado no início.
A partida teve uma mudança importante poucos minutos depois do empate. Um lance envolvendo Leandro Paredes e Breel Embolo precisou da intervenção do árbitro de vídeo.
Inicialmente, o cartão amarelo havia sido mostrado ao argentino. Após a revisão, a arbitragem retirou a advertência de Paredes e entendeu que Embolo havia simulado a falta.
Como o atacante suíço já tinha recebido um cartão, a nova punição resultou em sua expulsão.
A decisão provocou reclamações entre os jogadores e integrantes da comissão técnica da Suíça. Com dez atletas, a equipe precisou abandonar a postura mais ofensiva e reorganizar sua defesa.
A partir daquele momento, a Argentina passou a controlar quase completamente a posse de bola e cercar a área adversária.
A superioridade numérica não foi suficiente para que a Argentina decidisse o confronto no tempo regulamentar.
A equipe aumentou o volume de cruzamentos e finalizações, mas encontrou uma defesa suíça compacta. Kobel também apareceu em momentos importantes para manter o empate.
A Suíça concentrou seus jogadores perto da área e praticamente abriu mão das ações ofensivas. O objetivo passou a ser resistir à pressão e levar a decisão para a prorrogação.
Os argentinos movimentaram a bola de um lado para o outro, mas tiveram dificuldade para encontrar espaços entre as linhas defensivas.
Messi ainda tentou resolver nos minutos finais, porém a finalização passou perto da trave. O placar permaneceu em 1 a 1 depois dos 90 minutos.
A diferença de jogadores começou a ter maior influência durante a prorrogação. Com mais espaço e vantagem física, a Argentina intensificou a pressão sobre uma equipe suíça desgastada.
A circulação da bola ficou mais rápida, e os argentinos passaram a finalizar com maior frequência.
Mesmo assim, a resistência europeia se manteve durante boa parte do tempo extra. Kobel realizou intervenções e evitou que a classificação fosse definida mais cedo.
A Suíça tentava administrar o cansaço e preservar o empate para levar a disputa às cobranças de pênaltis.
A defesa suíça acabou superada na reta final da prorrogação. Julián Álvarez recebeu a bola próximo à área e acertou uma finalização forte, sem possibilidade de defesa para Kobel.
O gol recolocou a Argentina em vantagem e obrigou a Suíça a abandonar o bloqueio defensivo.
Depois de passar vários minutos protegendo a própria área, a equipe europeia precisou avançar para buscar o empate. A mudança de postura deixou espaços para os contra-ataques argentinos.
A Argentina aproveitou o adversário exposto para marcar novamente nos acréscimos.
Após uma finalização defendida parcialmente pelo goleiro suíço, Lautaro Martínez ficou com o rebote e concluiu para estabelecer o placar de 3 a 1.
O terceiro gol encerrou qualquer possibilidade de reação e confirmou a presença argentina entre as quatro melhores seleções da competição.
A comemoração refletiu o alívio de uma equipe que, apesar da vantagem numérica, precisou disputar 120 minutos para assegurar a vaga.
A classificação mantém a Argentina na busca pelo quarto título mundial, mas o desempenho também deixou pontos de atenção para a comissão técnica.
A equipe perdeu intensidade durante o início do segundo tempo e permitiu que a Suíça crescesse até chegar ao empate.
Mesmo depois da expulsão de Embolo, os argentinos demoraram para transformar a superioridade numérica em oportunidades realmente perigosas.
A dificuldade para superar uma defesa fechada deverá ser analisada por Lionel Scaloni antes da semifinal. A recuperação física dos jogadores também será uma preocupação após o desgaste provocado pela prorrogação.
Por outro lado, a equipe voltou a demonstrar capacidade para encontrar soluções em momentos decisivos. Julián Álvarez e Lautaro Martínez assumiram o protagonismo quando a classificação parecia caminhar para os pênaltis.
A Argentina tenta conquistar o segundo Mundial consecutivo depois do título obtido em 2022.
A seleção já levantou a taça em 1978, 1986 e 2022. Uma nova conquista representaria o tetracampeonato e colocaria a equipe ao lado de Alemanha e Itália entre as maiores vencedoras do torneio.
O bicampeonato seguido também encerraria um longo intervalo sem conquistas consecutivas. A última seleção a vencer duas edições em sequência foi o Brasil, campeão em 1958 e 1962.
Para repetir esse feito, a Argentina ainda precisará superar dois adversários. O primeiro será a Inglaterra, em um dos confrontos mais aguardados da Copa.
Argentina e Inglaterra carregam um histórico de partidas marcantes na competição.
Os encontros entre as duas seleções foram acompanhados por grandes atuações, eliminações dramáticas, disputas por pênaltis e episódios que permaneceram na memória do futebol internacional.
O novo duelo reunirá a experiência da atual campeã e a força de uma seleção inglesa que também precisou superar dificuldades para chegar às semifinais.
A Inglaterra apresenta intensidade física, velocidade e qualidade no meio-campo. A Argentina, por sua vez, aposta na experiência de Messi, no equilíbrio coletivo e na capacidade de decisão de seus atacantes.
A comissão técnica argentina terá poucos dias para recuperar os atletas e preparar uma estratégia capaz de neutralizar as principais características inglesas.
A vitória por 3 a 1 pode transmitir a impressão de uma classificação confortável, mas o desenvolvimento do confronto mostrou um cenário diferente.
A Suíça conseguiu equilibrar a partida, marcou o empate e permaneceu viva mesmo depois de ficar com um jogador a menos.
A Argentina precisou ter paciência, lidar com a ansiedade e esperar até a parte final da prorrogação para construir a vantagem definitiva.
Com Messi ampliando suas marcas e Julián Álvarez e Lautaro Martínez decidindo no tempo extra, a atual campeã segue na luta pelo tetracampeonato.
O próximo desafio será diante da Inglaterra, em uma semifinal cercada por rivalidade, tradição e expectativa por uma vaga na decisão da Copa do Mundo de 2026.
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