Durante a Assembleia Geral Ordinária da Petrobras, realizada nesta quinta-feira (16), manifestantes se reuniram em frente à sede da companhia, no Rio de Janeiro, para cobrar uma transição energética justa e políticas voltadas à justiça climática.
O ato ocorreu no mesmo momento em que a estatal discutia a distribuição de mais de R$ 110 bilhões em lucros.
Organizações da sociedade civil criticaram o contraste entre os resultados financeiros expressivos e a redução de investimentos voltados a projetos ligados à transição energética.
Os participantes também destacaram o impacto do preço da energia e dos combustíveis no orçamento das famílias brasileiras, especialmente entre a população de menor renda.
Segundo os manifestantes, contas de luz elevadas, gás de cozinha caro e combustíveis pressionam diretamente o custo de vida.
🚨 Protesto em frente à Petrobras no Rio de Janeiro cobra transição energética justa após lucro bilionário da estatal. Manifestantes criticam combustíveis caros e contas pesadas. ⚡⛽🌎#Petrobras #RioDeJaneiro #Energia #Combustivel #Economia #Brasil pic.twitter.com/Oei0Q2jyQ2
— PortalVIU! (@Portal_VIU) April 16, 2026
Outro ponto levantado foi a necessidade de ampliar investimentos em fontes renováveis, como energia solar, eólica, biocombustíveis e combustíveis de baixo carbono, reduzindo a dependência de combustíveis fósseis.
A manifestação ainda ocorreu às vésperas da conferência internacional sobre transição energética, marcada para acontecer na Santa Marta, onde o Brasil deve ter papel relevante nas discussões climáticas globais.
Especialistas defendem que a Petrobras pode usar sua capacidade técnica e financeira para liderar novos projetos no setor energético, conciliando rentabilidade com sustentabilidade e segurança energética.
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