A produção industrial brasileira registrou crescimento de 0,1% em março de 2026 na comparação com fevereiro, mantendo a trajetória positiva pelo terceiro mês consecutivo. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (7) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Na comparação com março de 2025, o avanço foi de 4,3%. Com isso, a indústria acumula alta de 3,1% nos três primeiros meses do ano, embora o ritmo de crescimento venha apresentando desaceleração gradual ao longo do período.
Segundo o levantamento, o desempenho atual da indústria brasileira já supera os níveis registrados antes da pandemia, mas ainda permanece abaixo do pico histórico alcançado em maio de 2011.
Entre os setores que mais contribuíram para o resultado positivo estão os derivados de petróleo e biocombustíveis, que completaram o quarto mês consecutivo de expansão. A indústria química também apresentou recuperação após retração em fevereiro, além do desempenho favorável do setor automobilístico.
O gerente da Pesquisa Industrial Mensal do IBGE, André Macedo, afirmou que a perda de ritmo da atividade industrial está mais relacionada a fatores internos da economia brasileira do que ao cenário internacional, incluindo os reflexos da guerra envolvendo o Irã.
De acordo com o especialista, os juros elevados, as restrições de crédito e os índices de inadimplência têm impactado tanto empresas quanto consumidores, reduzindo o dinamismo econômico e afetando a capacidade de expansão da indústria.
Apesar do resultado geral positivo, 16 segmentos industriais registraram queda em março. Entre os destaques negativos estão os setores de bebidas, após sequência de altas nos meses anteriores, além de materiais elétricos, móveis, vestuário e produtos alimentícios.
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