Diário da Guanabara
  • Cidade
  • Mundo
  • Economia
  • Edições Online
  • Gente
  • Opinião
  • Política
  • D+NEWS
Nada encontrado
Ver todos os resultados
Diário da Guanabara
Nada encontrado
Ver todos os resultados
Home Economia

Juros altos desafiam controle da dívida pública brasileira, afirma Durigan

Ministro da Fazenda avalia que endividamento próximo de 81% do PIB ainda pode ser administrado, mas reconhece necessidade de fortalecer as contas públicas.

Redação DGRJ Por Redação DGRJ
27/07/2026 - 12:09
em Economia
Dario Durigan afirma que a dívida pública brasileira permanece administrável, mas alerta que os juros elevados pressionam o endividamento e a economia.

Imagem: Reprodução/ Lula Marques/Agência Brasil

Renovar os títulos do governo a taxas elevadas tem consumido uma parcela crescente dos recursos públicos e dificultado a estabilização do endividamento nacional. Apesar dessa pressão, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, avalia que a dívida brasileira ainda segue uma trajetória administrável.

A declaração foi feita nesta segunda-feira (27), durante entrevista à Rádio Jornal de Pernambuco. Segundo o ministro, a dívida bruta do país está entre 80% e 81% do Produto Interno Bruto, indicador que representa o conjunto de bens e serviços produzidos pela economia.

Durigan reconheceu que o percentual é elevado e exige acompanhamento constante. Ele ponderou, porém, que a proporção permanece abaixo da registrada em algumas das maiores economias mundiais.

Sustentabilidade varia conforme cada economia

O ministro explicou que não existe um limite único capaz de definir quando a dívida pública de um país se torna insustentável.

Leia Também

FMI projeta que o Brasil será a oitava maior economia do mundo em 2027, com PIB estimado em US$ 2,8 trilhões, à frente de Itália e Rússia.

Brasil pode chegar à 8ª maior economia do mundo em 2027, prevê FMI

16/10/2026 - 15:16
Mais de 1 milhão de trabalhadores começam a receber lote complementar do Abono Salarial de 2024. Governo libera R$ 804,24 milhões, com pagamentos de até R$ 1.621.

Abono Salarial: mais de 1 milhão de trabalhadores começam a receber lote extra

15/10/2026 - 18:06

A avaliação depende de fatores como capacidade de arrecadação, tamanho da economia, condições de financiamento, confiança dos investidores e moeda utilizada na emissão dos títulos.

Por essa razão, organismos internacionais, como o Fundo Monetário Internacional, não estabelecem um teto geral aplicável da mesma maneira a todas as nações.

Países com mercados financeiros mais desenvolvidos e maior facilidade para captar recursos conseguem conviver com níveis de endividamento superiores. Isso, entretanto, não significa que qualquer percentual seja seguro ou que o Brasil não precise adotar medidas de controle.

Comparação não torna situação confortável

Durigan citou Estados Unidos, China, Japão e países europeus como exemplos de economias que apresentam dívidas proporcionalmente maiores do que a brasileira.

Em alguns casos, o endividamento se aproxima ou ultrapassa 200% do PIB. O ministro ressaltou, porém, que essa comparação não deve ser utilizada para minimizar os desafios nacionais.

Segundo ele, a dívida brasileira continua alta e precisa ser estabilizada para evitar o crescimento dos custos financeiros e ampliar a capacidade de investimento do Estado.

Projeções indicam avanço até 2030

As estimativas do Tesouro Nacional apontam que a dívida poderá continuar crescendo nos próximos anos, inclusive em cenários considerados conservadores.

A expectativa é de que o indicador alcance seu ponto mais elevado até 2030 e comece posteriormente uma trajetória de queda em relação ao PIB.

Essa mudança dependerá do equilíbrio entre receitas e despesas, do desempenho da economia e da redução dos custos cobrados para financiar o governo.

A manutenção de uma política fiscal sustentável será necessária para impedir que o pagamento de juros continue elevando o volume total da dívida.

Encargos financeiros pressionam contas públicas

Na avaliação de Durigan, o principal fator de crescimento do endividamento não está atualmente no resultado primário, mas nos juros cobrados sobre os títulos públicos.

O governo precisa renovar continuamente parte de suas obrigações. Quando as taxas estão elevadas, aumenta o valor necessário para manter o financiamento da dívida.

Esse custo financeiro se acumula e amplia o endividamento mesmo quando as receitas e despesas não financeiras estão mais próximas do equilíbrio.

O problema também atinge famílias e empresas. Juros altos tornam mais caros os empréstimos, os financiamentos imobiliários, o crédito para consumo e os recursos destinados aos investimentos produtivos.

Confiança pode melhorar condições de financiamento

Durigan afirmou que a redução desse custo depende da construção de um ambiente de maior previsibilidade econômica e fiscal.

Investidores precisam confiar que o governo conseguirá controlar as despesas, cumprir as regras fiscais e manter a dívida em uma trajetória sustentável.

Quando a percepção de risco diminui, o país tende a encontrar condições mais favoráveis para renovar seus compromissos e financiar novos projetos.

Esse movimento também pode contribuir para reduzir o custo do crédito disponível para empresas e consumidores.

Para o ministro, apresentar resultados consistentes e regras estáveis é fundamental para fortalecer a confiança dos agentes econômicos.

Crises externas aumentam necessidade de preparação

O cenário internacional amplia os desafios enfrentados pelo governo brasileiro. Guerras, tensões comerciais e disputas geopolíticas podem afetar preços, investimentos, exportações e inflação.

Durigan citou o conflito entre Estados Unidos e Irã como exemplo de uma crise cujo desfecho e duração permanecem incertos.

Uma escalada militar pode elevar os preços do petróleo e dos combustíveis, pressionar os custos de transporte e provocar novos impactos sobre a economia brasileira.

Diante dessas ameaças, o ministro defendeu que o país mantenha contas públicas organizadas para conseguir reagir sem comprometer programas sociais, investimentos ou serviços essenciais.

Equilíbrio fiscal deve apoiar desenvolvimento

Durigan afirmou que a consolidação das contas públicas não deve ser entendida apenas como uma resposta ao mercado financeiro.

Segundo ele, a estabilidade fiscal também é necessária para criar condições de crescimento, atrair investimentos e melhorar a capacidade do Estado de executar políticas públicas.

O objetivo seria formar uma base econômica capaz de enfrentar crises internacionais e, ao mesmo tempo, preservar recursos para áreas estratégicas.

O ministro defendeu que o Brasil procure se apresentar como um “porto seguro” em um ambiente mundial marcado pela instabilidade.

Para alcançar essa posição, o país precisará combinar responsabilidade fiscal, segurança institucional, capacidade de investimento e crescimento sustentável.

Embora considere a dívida administrável, Durigan reconheceu que a trajetória continuará exigindo atenção. O controle do endividamento dependerá principalmente da redução dos juros, do fortalecimento das contas públicas e da manutenção da confiança na economia brasileira.

*Compartilhe este conteúdo do Diário da Guanabara, o melhor site de notícias do Rio de Janeiro. 

SIGA O DIÁRIO DA GUANABARA NO INSTAGRAM

Tags: #ContasPúblicas#DarioDurigan#DesenvolvimentoEconômico#DívidaPública#EconomiaBrasileira#Investimentos#JurosAltos#MercadoFinanceiro#MinistérioDaFazenda#NotíciasDeEconomia#PIB#PolíticaFiscal#ProdutoInternoBruto#ResponsabilidadeFiscal#TesouroNacional
Notícia anterior

Brasil se aproxima da cota de carne bovina na China, mas sobretaxa ainda não está em vigor

Próxima notícia

El Niño provoca perdas de R$ 3,5 bilhões e coloca 240 municípios em emergência

Próxima notícia
Efeitos do El Niño levam 240 municípios a decretar emergência no Brasil. Prejuízos chegam a R$ 3,5 bilhões e mais de 500 mil pessoas foram afetadas.

El Niño provoca perdas de R$ 3,5 bilhões e coloca 240 municípios em emergência

RECENTES

PSD tenta garantir segundo turno no Rio. Entenda a ação no STF e a mudança na contagem que elegeu Douglas Ruas.

Eleição no Rio vai parar no STF após anulação de 274 mil votos

Por Redação DGRJ
16/10/2026 - 20:35

Programas de Lula e Flávio Bolsonaro apresentam diferenças sobre Amazônia, bioeconomia, demarcação de terras indígenas e autonomia de comunidades tradicionais.

Lula e Flávio Bolsonaro divergem sobre propostas ambientais

Por Redação DGRJ
16/10/2026 - 16:16

FMI projeta que o Brasil será a oitava maior economia do mundo em 2027, com PIB estimado em US$ 2,8 trilhões, à frente de Itália e Rússia.

Brasil pode chegar à 8ª maior economia do mundo em 2027, prevê FMI

Por Redação DGRJ
16/10/2026 - 15:16

Prazo para estudantes inscritos automaticamente no Enem 2026 escolherem inglês ou espanhol termina neste domingo (18). Questionário socioeconômico também é obrigatório.

Enem 2026: prazo para escolher idioma termina neste domingo

Por Redação DGRJ
16/10/2026 - 15:04

DESTAQUE DA SEMANA

Novo acesso facilita ligação entre Avenida Brasil e Via Dutra no Rio

Novo acesso entre a Avenida Brasil e a Via Dutra foi liberado no Trevo das Margaridas, no Rio, com uma nova rampa para facilitar o trânsito.
Por Redação DGRJ
11/10/2026 - 17:36

Motoristas que trafegam pela Avenida Brasil, no Rio de Janeiro, passaram a contar com uma nova ligação para acessar a...

Ler mais

COLUNISTAS

Rodrigo Bacellar em Mossoró: a Constituição não para na porta do presídio

Roberto Barbosa
14/09/2026 06:40

Entre o prazer e a felicidade: por que o comum passou a parecer pouco

Karoline Barbosa
07/06/2026 08:50

A beleza da atuação de Fernanda Torres e a injustiça nada poética do Oscar 2025

Francisco Neto Pereira Pinto
05/03/2026 05:27

Mangueira pode ter um dos maiores poetas do país como compositor no próximo Carnaval

Claudia Freitas
27/09/2025 08:50

Zé Pelintra: símbolo de resistência e espiritualidade nos cultos afro-brasileiros

Madame Satã
06/07/2025 07:58

Portugal está se abrasileirando? Cultura, Pix e tensões com imigrantes acendem debate

Pedro Barbosa
28/05/2025 09:05
Diário da Guanabara

Diário da Guanabara Ltda.
Rua São José, nº 40 — Edifício São José
Centro — Rio de Janeiro
CEP: 20010-020

Conheça o Diário da Guanabara
  • Cidade
  • Mundo
  • Economia
  • Edições Online
  • Gente
  • Opinião
  • Política
  • D+NEWS

Diário de Guanabara - Criação Web Tchê Digital

Nada encontrado
Ver todos os resultados
  • Cidade
  • Mundo
  • Economia
  • Edições Online
  • Gente
  • Opinião
  • Política
  • D+NEWS

Diário de Guanabara - Criação Web Tchê Digital

Welcome Back!

Login to your account below

Forgotten Password?

Retrieve your password

Please enter your username or email address to reset your password.

Log In

Add New Playlist