Diário da Guanabara
  • Cidade
  • Mundo
  • Economia
  • Edições Online
  • Gente
  • Opinião
  • Política
  • D+NEWS
Nada encontrado
Ver todos os resultados
Diário da Guanabara
Nada encontrado
Ver todos os resultados
Home Economia

Jovens enfrentam desigualdade para entrar no mercado de trabalho

Pesquisa mostra diferenças por renda, região, raça e escolaridade e aponta mudanças nas expectativas profissionais.

Redação DGRJ Por Redação DGRJ
21/08/2026 - 13:34
em Economia
Pesquisa da Fundação Itaú mostra desigualdades na entrada de jovens no mercado de trabalho e aponta diferenças por renda, raça, região e escolaridade.

Imagem: Reprodução/ Agência Brasil

A entrada dos brasileiros de 16 a 29 anos no mercado de trabalho é marcada por oportunidades diferentes conforme a condição social, a região onde vivem, a raça e o nível de escolaridade.

É o que revela a pesquisa “Juventudes e o Mundo do Trabalho”, da Fundação Itaú, com apoio técnico do Datafolha e do Instituto Locomotiva.

Divulgado nesta sexta-feira (21), durante o evento Trampos do Futuro, em São Paulo, o estudo ouviu 1.816 jovens de diferentes regiões do país entre 11 e 23 de maio.

Do total, 70% afirmaram estar trabalhando. Entre eles, 44% possuem carteira assinada. Outros 15% são assalariados sem registro, 13% atuam como autônomos ou freelancers, 10% estão em atividades informais e 8% são estagiários ou aprendizes remunerados.

Leia Também

FMI projeta que o Brasil será a oitava maior economia do mundo em 2027, com PIB estimado em US$ 2,8 trilhões, à frente de Itália e Rússia.

Brasil pode chegar à 8ª maior economia do mundo em 2027, prevê FMI

16/10/2026 - 15:16
Mais de 1 milhão de trabalhadores começam a receber lote complementar do Abono Salarial de 2024. Governo libera R$ 804,24 milhões, com pagamentos de até R$ 1.621.

Abono Salarial: mais de 1 milhão de trabalhadores começam a receber lote extra

15/10/2026 - 18:06

A procura por trabalho também permanece elevada. Segundo o levantamento, 20% dos entrevistados buscavam uma oportunidade no momento da pesquisa. Outros 29% haviam procurado emprego nos seis meses anteriores, enquanto 61% disseram ter buscado uma nova colocação durante o último ano.

Renda e região influenciam a formalização

Os dados mostram diferenças importantes na forma como os jovens estão inseridos no mercado.

Entre os trabalhadores formais, 43% pertencem às classes A e B, enquanto 35% estão nas classes D e E. No trabalho sem registro, a proporção se inverte: 21% dos jovens das classes D e E estão nessa condição, contra 13% daqueles das classes A e B.

O cenário também muda conforme a região do país. A parcela de jovens em empregos formais chega a 58% no Sul e a 55% no Sudeste. No Norte, o índice é de 29%, enquanto no Nordeste fica em 20%.

Diferenças também aparecem entre jovens negros e brancos

O levantamento identifica ainda uma diferença na formalização de acordo com raça. Entre os jovens brancos entrevistados, 49% disseram estar em empregos formais. Entre os jovens negros, o percentual foi de 41%.

No trabalho por meio de atividades pontuais ou “bicos”, a diferença também aparece: 12% dos jovens negros afirmaram atuar dessa forma, diante de 5% dos brancos.

A escolaridade é outro fator associado ao tipo de trabalho realizado. Entre os jovens que estudaram somente até o ensino fundamental, 34% afirmaram fazer bicos. Entre aqueles que chegaram ao ensino superior, a proporção cai para 3%.

Falta de experiência é principal barreira apontada

A dificuldade de conseguir a primeira oportunidade profissional aparece como um dos principais obstáculos. Para 49% dos entrevistados, a falta de experiência é o maior problema para conquistar uma vaga.

A concorrência também pesa: 39% apontaram o elevado número de candidatos disputando as mesmas oportunidades.

As redes de relacionamento têm papel relevante nesse processo. Para 96% dos jovens, conhecer alguém dentro de uma empresa ou receber indicação de parentes e amigos facilita o acesso a uma vaga.

Na prática, 77% disseram ter conseguido o emprego atual por indicação. Entre os entrevistados de 25 a 29 anos, esse percentual chega a 81%.

A percepção sobre esse mecanismo varia conforme a renda. A indicação é considerada decisiva por 32% dos jovens das classes A e B, enquanto o índice é de 16% entre aqueles das classes D e E.

Trabalho autônomo ganha espaço nas expectativas

As preferências dos jovens também mudam quando a pergunta considera o futuro profissional.

Atualmente, 30% afirmam preferir um emprego com carteira assinada. Quando projetam os próximos cinco anos, porém, o percentual cai para 16%.

No sentido contrário, a preferência pelo trabalho autônomo passa de 28% no presente para 42% na perspectiva de médio prazo.

Entre os jovens que têm filhos, o interesse pelo trabalho por conta própria chega a 50%. O percentual também é elevado no Sul, com 49%, no Centro-Oeste, com 48%, e entre moradores do interior, com 45%.

A escolha futura pelo emprego formal aparece com mais frequência entre jovens das classes D e E, com 23%; entre aqueles com ensino fundamental, com 22%; e entre jovens negros, com 18%.

Maioria espera melhora financeira

Mesmo diante das dificuldades de entrada no mercado, os jovens mantêm expectativas positivas sobre o futuro econômico.

De acordo com a pesquisa, 91% acreditam que estarão financeiramente melhor daqui a cinco anos. Outros 88% esperam ter uma situação econômica superior à dos pais.

O mesmo percentual, 88%, considera que atualmente é necessário estudar mais para conseguir um bom emprego. Apesar disso, somente 46% acreditam que terão uma boa oportunidade profissional no futuro.

Entre as áreas mais desejadas para uma carreira estão saúde, citada por 25% dos entrevistados; tecnologia, com 22%; comércio e atividades administrativas, ambas com 19%.

Educação aparece com 16%, seguida por beleza e estética, com 14%, e comunicação e redes sociais, com 13%.

Salário e ambiente saudável pesam na escolha

O salário aparece como o principal critério na escolha de um emprego, citado por 64% dos jovens.

Benefícios, possibilidade de crescimento profissional e ambiente de trabalho agradável foram apontados por 31% dos entrevistados cada.

A preocupação com as condições do ambiente profissional também é expressiva. Segundo o levantamento, 62% aceitariam ganhar um pouco menos para trabalhar em um local considerado mais saudável, com menor pressão e estresse.

Entre os jovens que trabalham ou já trabalharam, 69% afirmaram ter deixado voluntariamente algum emprego. O principal motivo foi o desrespeito ou tratamento inadequado por parte de chefes ou líderes, mencionado por 43%.

Também foram citados jornadas longas ou acúmulo de funções, com 36%; cobrança excessiva ou pressão por resultados, com 32%; falta de oportunidades de crescimento ou plano de carreira, com 28%; e dificuldade para conciliar trabalho e estudos, com 16%.

Mulheres relatam maior carga doméstica

A conciliação entre trabalho e estudos também aparece no levantamento. Do total de entrevistados, 48% estudam, 32% conciliam trabalho e estudo, 39% apenas trabalham e 13% não estudam nem trabalham.

As tarefas domésticas fazem parte da rotina de metade dos participantes que trabalham ou estudam.

A diferença entre homens e mulheres é significativa: 60% das mulheres disseram assumir responsabilidades relacionadas à casa, contra 40% dos homens.

No cuidado de idosos, crianças e outras pessoas, a diferença também aparece. Essas tarefas foram mencionadas por 28% das mulheres e 14% dos homens.

Entre os jovens que estudam, 41% estão no ensino superior, 27% no ensino médio, 18% fazem cursos livres e 11% frequentam cursos técnicos.

Formação profissional é vista como caminho para o emprego

O ensino superior é considerado importante para conseguir trabalho por 85% dos entrevistados. Na Região Norte, essa percepção chega a 91%.

Os cursos técnicos e profissionalizantes também são valorizados: 91% acreditam que esse tipo de formação representa uma alternativa mais rápida e eficiente para conquistar uma vaga.

Além disso, 60% defendem que programas voltados à inserção profissional de jovens deveriam incluir atividades práticas, e não somente conteúdos teóricos.

A pesquisa também aponta a necessidade, segundo a gerente do Observatório da Fundação Itaú, Carla Chiamareli, de aproximar a formação educacional das situações encontradas no mercado de trabalho. Entre as competências mencionadas estão resiliência, adaptação e capacidade de lidar com frustrações.

Inteligência artificial preocupa os jovens

O avanço da inteligência artificial aparece como outro ponto de atenção para essa geração.

Nove em cada dez entrevistados acreditam que a tecnologia eliminará muitas vagas de trabalho. Metade afirma ter receio de perder espaço profissional por causa do avanço da IA.

O temor é maior entre jovens com ensino fundamental, chegando a 62%, e entre integrantes das classes D e E, com 63%. Entre aqueles que têm filhos, o índice é de 57%, enquanto entre as mulheres chega a 55%.

Nas classes A e B, 39% demonstram esse receio.

Apesar da preocupação, a tecnologia já faz parte da rotina profissional da maioria. O levantamento aponta que 97% dos jovens utilizam inteligência artificial e internet para aprender e desenvolver habilidades relacionadas ao trabalho.

Empresas podem ampliar portas de entrada

Os resultados também colocam em evidência a importância de mecanismos que facilitem a entrada dos jovens no mercado formal.

Entre as iniciativas mencionadas está a Lei de Aprendizagem Profissional nº 10.097/2000, que prevê a contratação de aprendizes por empresas de médio e grande porte.

Para Carla Chiamareli, existe espaço para ampliar a participação de jovens, especialmente daqueles de famílias de menor renda, no ambiente empresarial.

Os dados da pesquisa mostram, portanto, uma juventude que busca melhores salários, estabilidade e condições mais saudáveis de trabalho, mas que também demonstra interesse crescente pela autonomia profissional.

Ao mesmo tempo, fatores como experiência, formação, redes de contato, renda, localização e escolaridade continuam interferindo nas possibilidades de acesso ao mercado de trabalho.

*Compartilhe este conteúdo do Diário da Guanabara, o melhor site de notícias do Rio de Janeiro.

SIGA O DIÁRIO DA GUANABARA NO INSTAGRAM

Tags: #Brasil#Economia#educação#Empregabilidade#Emprego#InteligênciaArtificial#jovens#Juventude#MercadoDeTrabalho#trabalho
Notícia anterior

Exposição em Niterói aproxima bordado e folia de reis

Próxima notícia

Irã acusa EUA de ameaçar soberania de países com novas sanções econômicas

Próxima notícia
Irã acusa os Estados Unidos de ameaçar a soberania de outros países com novas sanções contra Teerã. Esmaeil Baghaei critica medidas secundárias anunciadas por Washington.

Irã acusa EUA de ameaçar soberania de países com novas sanções econômicas

RECENTES

PSD tenta garantir segundo turno no Rio. Entenda a ação no STF e a mudança na contagem que elegeu Douglas Ruas.

Eleição no Rio vai parar no STF após anulação de 274 mil votos

Por Redação DGRJ
16/10/2026 - 20:35

Programas de Lula e Flávio Bolsonaro apresentam diferenças sobre Amazônia, bioeconomia, demarcação de terras indígenas e autonomia de comunidades tradicionais.

Lula e Flávio Bolsonaro divergem sobre propostas ambientais

Por Redação DGRJ
16/10/2026 - 16:16

FMI projeta que o Brasil será a oitava maior economia do mundo em 2027, com PIB estimado em US$ 2,8 trilhões, à frente de Itália e Rússia.

Brasil pode chegar à 8ª maior economia do mundo em 2027, prevê FMI

Por Redação DGRJ
16/10/2026 - 15:16

Prazo para estudantes inscritos automaticamente no Enem 2026 escolherem inglês ou espanhol termina neste domingo (18). Questionário socioeconômico também é obrigatório.

Enem 2026: prazo para escolher idioma termina neste domingo

Por Redação DGRJ
16/10/2026 - 15:04

DESTAQUE DA SEMANA

Novo acesso facilita ligação entre Avenida Brasil e Via Dutra no Rio

Novo acesso entre a Avenida Brasil e a Via Dutra foi liberado no Trevo das Margaridas, no Rio, com uma nova rampa para facilitar o trânsito.
Por Redação DGRJ
11/10/2026 - 17:36

Motoristas que trafegam pela Avenida Brasil, no Rio de Janeiro, passaram a contar com uma nova ligação para acessar a...

Ler mais

COLUNISTAS

Rodrigo Bacellar em Mossoró: a Constituição não para na porta do presídio

Roberto Barbosa
14/09/2026 06:40

Entre o prazer e a felicidade: por que o comum passou a parecer pouco

Karoline Barbosa
07/06/2026 08:50

A beleza da atuação de Fernanda Torres e a injustiça nada poética do Oscar 2025

Francisco Neto Pereira Pinto
05/03/2026 05:27

Mangueira pode ter um dos maiores poetas do país como compositor no próximo Carnaval

Claudia Freitas
27/09/2025 08:50

Zé Pelintra: símbolo de resistência e espiritualidade nos cultos afro-brasileiros

Madame Satã
06/07/2025 07:58

Portugal está se abrasileirando? Cultura, Pix e tensões com imigrantes acendem debate

Pedro Barbosa
28/05/2025 09:05
Diário da Guanabara

Diário da Guanabara Ltda.
Rua São José, nº 40 — Edifício São José
Centro — Rio de Janeiro
CEP: 20010-020

Conheça o Diário da Guanabara
  • Cidade
  • Mundo
  • Economia
  • Edições Online
  • Gente
  • Opinião
  • Política
  • D+NEWS

Diário de Guanabara - Criação Web Tchê Digital

Nada encontrado
Ver todos os resultados
  • Cidade
  • Mundo
  • Economia
  • Edições Online
  • Gente
  • Opinião
  • Política
  • D+NEWS

Diário de Guanabara - Criação Web Tchê Digital

Welcome Back!

Login to your account below

Forgotten Password?

Retrieve your password

Please enter your username or email address to reset your password.

Log In

Add New Playlist