Nos últimos anos, jovens brasileiros entre 18 e 29 anos têm buscado o empreendedorismo como alternativa de renda e realização profissional. Um levantamento do Sebrae mostra que o número de jovens empreendedores cresceu 25% em 12 anos, passando de quase 4 milhões em 2012 para cerca de 5 milhões em 2024.
O rendimento médio mensal desse grupo também avançou, alcançando R$ 2.567, o maior valor registrado na série histórica, com aumento superior a 25% no período analisado.
O estudo apresenta o perfil desses empreendedores: 57% se autodeclaram negros, 64% são homens e 47,5% concluíram o ensino médio. Outro destaque é a formalização dos negócios: em 2024, 27% já possuem CNPJ registrado.
Para Ludmila Brandão, coordenadora de Inteligência da Estratégia de Educação Empreendedora do Sebrae, o diferencial do jovem empreendedor está na capacidade de identificar oportunidades no cotidiano.
“O jovem empreendedor que se destaca é aquele que enxerga um problema na sua realidade e cria uma solução simples, acessível e criativa, gerando valor social, cultural e financeiro”, afirma.
O empreendedor Matheus Duarte, dono de uma confeitaria com cafeteria, começou sua trajetória aos 22 anos e lembra dos desafios enfrentados ao longo do caminho.
“Cada ano tinha um desafio maior. Mas, com o tempo, você percebe que muitas dificuldades eram processos necessários para crescer ou mudar de direção”, explica.
Para quem quer seguir o mesmo caminho, Matheus destaca a importância de observar o mercado e antecipar tendências.
“É fundamental identificar oportunidades, entender o que pode virar tendência e o que funciona para o seu público. É preciso correr atrás”, aconselha.
Como apoio a novos empreendedores, está disponível o Manual do Jovem Empreendedor, um guia prático online que orienta sobre abertura de empresa, gestão e aproveitamento de oportunidades para negócios sustentáveis.
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