O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), considerado uma prévia da inflação oficial, registrou alta de 0,62% em maio, segundo dados divulgados nesta terça-feira (26) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O resultado indica uma desaceleração em relação a abril, quando o índice havia avançado 0,89%.
Apesar da menor variação mensal, o indicador mostra que a inflação segue em trajetória de alta no acumulado. No ano, o IPCA-15 soma 3,02%, enquanto no acumulado de 12 meses chega a 4,64%, acima dos 4,37% registrados no período anterior. Em maio do ano passado, a taxa havia sido de 0,36%.
Entre os grupos pesquisados, alimentação e bebidas teve a maior alta, com avanço de 1,38%, seguido por habitação (1,03%) e saúde e cuidados pessoais (1,05%). Em contrapartida, o grupo transportes apresentou queda de 0,33%.
A retração em transportes foi influenciada principalmente pela redução nos preços dos combustíveis, que recuaram 1,47% no mês após alta de 6,06% em abril.
Etanol, diesel e gasolina ficaram mais baratos, enquanto o gás veicular e as passagens aéreas registraram aumento.
Na alimentação, produtos como batata-inglesa, tomate, leite e carnes contribuíram para a alta, enquanto itens como maçã e café moído tiveram queda. Já a alimentação fora do domicílio apresentou desaceleração.
Em habitação, o principal impacto veio da energia elétrica residencial, que subiu 2,16% com a vigência da bandeira tarifária amarela.
Na área da saúde, o aumento foi impulsionado por medicamentos, planos de saúde e itens de higiene, com destaque para o reajuste de até 3,81% nos preços dos remédios.
A pesquisa considera famílias com renda entre 1 e 40 salários mínimos e abrange diversas regiões metropolitanas do país, além do Distrito Federal.
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