O Banco Central (BC) admitiu que a inflação vai fechar o ano acima da meta. No documento chamado Relatório de Inflação do quarto trimestre, o BC afirma que a probabilidade de o índice de preços ficar acima do intervalo de tolerância é de “100% no caso de 2024”.
A meta, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 3% com tolerância de 1,5 para cima ou para baixo. No caso, o teto é de 4,5%.
De acordo com o IBGE, até novembro, a inflação acumula 4,29% de alta e o Banco Central projeta inflação de 0,58% agora em dezembro. Então, um resultado próximo de 4,90%. O índice foi impactado por efeitos climáticos, que refletiram no custo de energia, alimentos e o ciclo do boi, com o encarecimento da carne.
Este seria o oitavo ano, desde 1999, em que esse limite é estourado. Se for o caso, o presidente do Banco Central vai ter que escrever uma carta aberta ao Ministério da Fazenda para explicar o que causou o resultado.
De acordo com o relatório, diferentes fatores influenciaram a inflação durante o ano, principalmente o dólar fortalecido frente ao real. Além disso, a atividade econômica aquecida, fatores climáticos que impactaram os alimentos e o ciclo do boi, que aumentou os preços das carnes.
O Banco Central revisou para cima o crescimento da economia neste ano. Agora se projeta um aumento de 3,5%. Para o ano que vem, segue uma previsão de crescimento, mas um pouco menor, de 2,1%. Isso apesar da expectativa de juros bem altos em boa parte de 2025.
Sobre as contas do governo, o documento diz que a meta de resultado primário deve ser cumprida, considerando o limite inferior. Destaca que 2024 teve déficit primário menor que o observado em 2023 e que o esperado pelos analistas ao longo do ano.
No entanto, a atenção com o quadro fiscal deve ser mantida, por incertezas de cumprimento nos próximos anos.
Intervenção para baixar cotação do dólar
Desde de quinta-feira (18), a cotação do dólar está registrando forte queda, fechando próximo de R$ 6,10. A variação reflete a intervenção recorde do BC no câmbio e a aprovação de parte do pacote de corte de gastos na Câmara dos Deputados.
O dólar comercial encerrou a quinta-feira vendido a R$ 6,122, com recuo de R$ 0,146 (-2,32%). Apesar da queda, o valor de fechamento é o segundo maior da história do real, só perdendo para a véspera, quando a moeda norte-americana fechou em R$ 6,26.
Na última semana, a Advocacia-Geral da União (AGU), abriu investigação para apurar a disseminação de informações falsas atribuídas a Gabriel Galípolo, que vai assumir a presidência do BC, que serviram para gerar especulações no mercado.
*Da Agência Fonte Exclusiva com informações da Agência Brasil. Compartilhe esta notícia do Diário da Guanabara, o melhor site de notícias do Rio de Janeiro.










