A inflação nos Estados Unidos voltou a ganhar força em maio e acendeu novo alerta sobre o custo de vida no país. Segundo dados divulgados pelo Departamento de Estatísticas do Trabalho dos EUA, o índice de preços ao consumidor subiu 0,5% no mês, levando a taxa acumulada em 12 meses para 4,2%.
A principal pressão veio do setor de energia. O índice energético avançou 3,9% em maio e respondeu por mais de 60% da alta mensal do indicador. A gasolina teve aumento de 7,0% no período, refletindo a escalada dos preços do petróleo em meio ao agravamento das tensões no Oriente Médio.
Apesar da pressão nos combustíveis, alguns itens essenciais mostraram desaceleração. Os alimentos subiram 0,2% em maio, enquanto os produtos consumidos dentro de casa avançaram 0,1%, após altas mais fortes registradas em abril.
O núcleo da inflação, que exclui alimentos e energia, teve alta de 0,2% no mês e acumula 2,9% em 12 meses. O dado indica que, embora a energia tenha sido o principal fator de pressão, a inflação segue acima do nível considerado confortável pelo mercado e pelo Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos.
A nova rodada de alta reforça a preocupação com o impacto dos combustíveis no orçamento das famílias e pode dificultar uma redução mais rápida dos juros nos Estados Unidos.
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