A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) anunciou nesta segunda-feira (6) que o próximo leilão do pré-sal brasileiro oferecerá 23 blocos exploratórios à indústria de petróleo.
A iniciativa faz parte da Oferta Permanente de Partilha de Produção (OPP), modalidade que permite licitação contínua, sem depender de rodadas tradicionais com prazos fixos.
Do total, oito blocos já integravam o certame e 15 áreas foram incluídas no último dia 27, com validação do Ministério de Minas e Energia (MME).
Todas as regiões estão no Polígono do Pré-Sal: 13 na Bacia de Santos e 8 na Bacia de Campos, com pareceres de viabilidade ambiental aprovados pelo MME e pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA).
Com a publicação do edital, as empresas do setor podem manifestar interesse nos blocos. Após essa etapa, a ANP definirá a data do leilão.
Oferta Permanente e regime de partilha
A Oferta Permanente permite que empresas estudem os dados técnicos e apresentem propostas quando julgarem oportuno, aumentando a competitividade e atratividade do setor.
No pré-sal, o modelo segue o regime de partilha, em que a vencedora entrega à União uma parcela do excedente de produção e paga bônus de assinatura. A estatal Pré-Sal Petróleo (PPSA), vinculada ao MME, representa os interesses da União nesse processo.
Histórico de leilões
A ANP já realizou três ofertas permanentes de partilha em 2022, 2023 e 2025, com sucesso na maioria dos blocos, incluindo ágio de 251,63% no último leilão. O país também promoveu cinco ciclos de Oferta Permanente no regime de concessão: 2019, 2020, 2022, 2023 e 2025.
Blocos ofertados
Bacia de Santos: Ágata, Amazonita, Aragonita, Calcedônia, Cerussita, Cruzeiro do Sul, Granada, Jade, Malaquita, Opala, Quartzo, Rodocrosita, Rubi, Safira Leste, Safira Oeste.
Bacia de Campos: Azurita, Calcita, Hematita, Larimar, Magnetita, Ônix, Siderita, Turmalina.
A nova rodada reforça a produção estratégica de petróleo do pré-sal e movimenta o setor de exploração no Brasil, com potencial de atrair investimentos e ampliar a competitividade da indústria nacional.
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