O cenário econômico global projetado para 2026 indica a continuidade do fortalecimento das economias emergentes em comparação às economias desenvolvidas, segundo novas estimativas divulgadas pelo Fundo Monetário Internacional.
O relatório aponta maior dinamismo entre países em desenvolvimento, com destaque para o bloco BRICS.
De acordo com os dados, as economias emergentes devem crescer, em média, 4,4% em 2026, mais que o dobro da expansão prevista para os países desenvolvidos, estimada em 1,8%. As projeções foram apresentadas em atualização recente do organismo internacional.
Entre os países analisados, a Índia lidera as estimativas, com crescimento esperado de 6,5%. Em seguida, a China deve avançar 4,4%, enquanto a Arábia Saudita tem projeção de 3,1%.
O Brasil aparece com expectativa de crescimento de 1,9%, acima da média da zona do euro, estimada em 1,1%. A projeção brasileira foi revisada para cima pelo FMI, passando de 1,6% para 1,9%, indicando melhora nas expectativas econômicas.
Outros integrantes do BRICS, como Rússia e África do Sul, devem registrar crescimento de 1,1%, em linha com o desempenho esperado para a economia europeia. O conjunto dos dados reforça a tendência de maior peso relativo das economias emergentes no cenário global.
Segundo o FMI, parte das revisões está associada ao ambiente de instabilidade no mercado energético global, influenciado por tensões geopolíticas que afetam o fluxo de petróleo e gás em regiões estratégicas. Esse cenário tende a favorecer países exportadores de commodities e energia.
Nesse contexto, economias como Brasil e Rússia podem se beneficiar de maior demanda internacional por matérias-primas, enquanto países industrializados e importadores de energia enfrentam ritmo de crescimento mais moderado.
As projeções reforçam a reconfiguração gradual da economia mundial entre nações desenvolvidas e emergentes.
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