Uma operação de fiscalização do governo do Rio de Janeiro resultou na suspensão das atividades fiscais de empresas ligadas ao Grupo Refit, em mais um desdobramento das investigações sobre possíveis irregularidades no setor de combustíveis.
Ao todo, 19 companhias tiveram suas inscrições estaduais bloqueadas e estão impedidas de emitir notas fiscais de compra e venda.
A medida foi adotada pela Secretaria de Estado de Fazenda do Rio de Janeiro como parte das ações de combate à sonegação fiscal e de correção de inconsistências tributárias identificadas pelos órgãos de controle estadual.
Segundo as autoridades, as empresas investigadas apresentavam pendências fiscais e indícios de irregularidades. O Grupo Refit é alvo de apurações por suposta participação em esquemas de evasão de impostos e acumula uma dívida estimada em mais de R$ 13 bilhões com o Estado.
As investigações ganharam força ao longo de 2025, quando a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) determinou a interdição de operações do grupo após suspeitas de que a empresa atuaria como refinaria sem atividade industrial efetiva.
Segundo a agência, haveria indícios de importação de combustíveis já processados com o objetivo de reduzir a carga tributária.
Em outra frente do caso, a Justiça determinou a prisão do empresário Ricardo Magro, apontado como responsável pelo grupo. Ele atualmente é considerado foragido pelas autoridades.
O caso também se desdobrou em operações da Polícia Federal, que cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados a autoridades públicas.
Entre os alvos das investigações está o ex-governador Cláudio Castro, no contexto de apurações sobre possível favorecimento a agentes públicos relacionados às atividades do grupo.
As autoridades seguem investigando a extensão do esquema e possíveis ramificações no setor de combustíveis, enquanto novas medidas administrativas e judiciais podem ser adotadas conforme o avanço das apurações.
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