O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) começará a repassar cerca de R$ 5 bilhões a aproximadamente 160 mil credores do Banco Pleno, cuja liquidação extrajudicial foi decretada pelo Banco Central do Brasil nesta quarta-feira (18).
O FGC funciona como uma espécie de seguro para depósitos e investimentos no sistema bancário, garantindo até R$ 250 mil por cliente em cada instituição.
Segundo o fundo, os pagamentos só poderão ser efetuados após o recebimento das informações consolidadas pelo Banco Central sobre os credores do Pleno. Todo o processo será realizado exclusivamente pelo aplicativo do FGC, reforçando orientações para que clientes não sejam vítimas de golpes.
Este ano, o FGC já repassou mais de R$ 37 bilhões a 84% dos credores do Banco Master, encerrado em novembro de 2025, e deve destinar mais de R$ 6 bilhões aos investidores do Will Bank, banco digital vinculado ao Master, fechado em janeiro.
O Banco Central explicou que a liquidação do Pleno ocorreu devido à deterioração da liquidez, comprometendo a saúde econômico-financeira da instituição, além do descumprimento de normas e determinações da autoridade monetária. A instituição destacou que seguirá adotando medidas legais para apurar responsabilidades dos gestores do banco.
De porte pequeno, o Banco Pleno respondia por 0,04% dos ativos totais e 0,05% das captações do Sistema Financeiro Nacional. Até meados de 2025, integrava o conglomerado do Banco Master, que enfrenta investigações da Polícia Federal por concessão de créditos falsos e venda irregular de ativos ao BRB – Banco de Brasília, com prejuízos estimados em R$ 17 bilhões.
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