Mesmo com o avanço de novas formas de ocupação, como trabalhos por aplicativos e atividades autônomas, o emprego formal segue como a principal preferência dos brasileiros na busca por uma vaga.
É o que aponta levantamento divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), que destaca o peso da estabilidade e dos direitos trabalhistas na escolha dos profissionais.
De acordo com a pesquisa, o modelo com carteira assinada, regido pela Consolidação das Leis do Trabalho, foi apontado como o mais atrativo por 36,3% dos entrevistados.
Em seguida aparecem o trabalho autônomo (18,7%), o emprego informal (12,3%) e as atividades por plataformas digitais (10,3%). Outras opções incluem abrir o próprio negócio (9,3%) e atuar como pessoa jurídica (6,6%). Além disso, 20% afirmaram não encontrar oportunidades consideradas atrativas.
O estudo indica que, apesar da diversificação das relações de trabalho, benefícios como acesso à Previdência Social, segurança jurídica e maior estabilidade continuam sendo fatores decisivos.
Segundo a especialista da CNI, Claudia Perdigão, essas garantias seguem influenciando fortemente a decisão dos trabalhadores, especialmente em um cenário de maior flexibilização do mercado.
Entre os jovens, a preferência pelo emprego formal é ainda mais acentuada. Na faixa de 25 a 34 anos, 41,4% indicaram a CLT como modelo ideal, enquanto entre os que têm de 16 a 24 anos o índice chega a 38,1%, refletindo a busca por segurança no início da vida profissional.
O trabalho por aplicativos, por sua vez, aparece majoritariamente como complemento de renda. Apenas 30% dos entrevistados que atuam nesse segmento afirmam depender exclusivamente dessa atividade, enquanto a maioria utiliza esse tipo de ocupação para reforçar o orçamento.
O levantamento também revela altos níveis de satisfação no mercado de trabalho. Ao todo, 95% dos entrevistados afirmaram estar satisfeitos com o emprego atual, sendo que 70% se consideram muito satisfeitos. Por outro lado, 4,6% declararam insatisfação e 1,6% disseram estar muito insatisfeitos.
Essa percepção ajuda a explicar a baixa movimentação no mercado. Apenas 20% dos trabalhadores buscaram uma nova vaga recentemente. Entre os jovens de 16 a 24 anos, esse percentual sobe para 35%, enquanto entre pessoas com mais de 60 anos cai para 6%.
O tempo no emprego também influencia: 36,7% daqueles com menos de um ano de trabalho procuraram outra oportunidade, contra 9% entre os que permanecem há mais de cinco anos na mesma função.
Realizada pelo Instituto Nexus em parceria com a CNI, a pesquisa ouviu 2.008 pessoas com 16 anos ou mais em todo o país. A coleta de dados ocorreu entre os dias 10 e 15 de outubro de 2025, com divulgação dos resultados feita posteriormente.
*Compartilhe este artigo do Diário da Guanabara, o melhor site de notícias do Rio de Janeiro.











