A economia japonesa registrou retração de 1,8% no terceiro trimestre de 2025 (julho a setembro), segundo dados oficiais divulgados nesta segunda-feira (17). O resultado encerra uma sequência de seis trimestres consecutivos de crescimento e reflete um cenário de pressão externa e fragilidade em setores estratégicos do país.
De acordo com Kazutaka Maeda, economista do Instituto de Pesquisa Meiji Yasuda, o recuo foi influenciado por “fatores pontuais, como o investimento imobiliário”, além da queda das exportações, que diminuíram 4,5% em meio às tarifas impostas pelos Estados Unidos. A análise foi dada em entrevista à Reuters.
As montadoras japonesas foram particularmente afetadas. Muitas empresas optaram por reduzir preços para absorver parte do impacto das tarifas, o que pressionou margens de lucro e comprometeu o desempenho do setor. O mercado imobiliário também desacelerou, influenciado por novas regras de eficiência energética que elevaram custos e reduziram o ritmo de investimentos.
O ministro da Revitalização Econômica, Minoru Kiuchi, afirmou na quarta-feira (12) que o país precisará ajustar sua estratégia para enfrentar o novo ambiente econômico. “É necessário desenvolver políticas econômicas e fiscais que sejam adaptadas às novas condições, como as tendências inflacionárias”, declarou.
Kiuchi acrescentou ainda que recebeu orientação direta da primeira-ministra Sanae Takaichi. “A primeira-ministra me instruiu a trabalhar arduamente como coordenador das medidas econômicas para transformar a ansiedade em relação ao futuro em esperança”, afirmou.
Compartilhe este conteúdo do Diário da Guanabara, o melhor site de notícias do Rio de Janeiro.











