Uma crise de grandes proporções, muito pior do que a inflação e a escassez de energia, atinge a Europa durante o verão. Trata-se da seca ou escassez hídrica, a pior dos últimos 500 anos, e a economia europeia está derretendo também em função desse efeito climático.
A situação é tão grave, que pelo menos 47% do Continente já está sob condições de alerta e lutando contra um déficit de umidade do solo. É um cenário peculiar: seca no verão e agora escassez de energia às vésperas do inverno, por falta do gás da Rússia, país fornecedor de 47% da matriz energética, mas que suspendeu o fornecimento em função das sanções do Ocidente, decorrentes do conflito na Ucrânia.
O levantamento mostra que o fenômeno da seca europeia impactou a geração de eletricidade, interrompeu o transporte e já provocou o deslocamento de milhares de pessoas. Em consequência, houve uma perda generalizada de renda e ao que parece nenhum setor foi realmente poupado, com a agricultura e as instituições financeiras sendo duas das mais atingidas.
A pergunta que se faz diante deste cenário desolador é por quanto tempo a economia da Europa pode suportar mais esse baque, porque as projeções são de agravamento da crise hídrica, cenário altamente preocupante para o Reino Unido, que será obrigado a se adaptar ao clima mais quente durante essas temporadas.
Na mais recente, grandes vias navegáveis como o Reno, o Danúbio e outros, secaram ou foram reduzidos a gotas. Devido a baixa nos níveis de água no Reno, o transporte hídrico foi duramente afetado, porque está ficando cada vez mais difícil carregar os navios com mercadorias. E tem piorado, significativamente, nos últimos meses.
A seca é bastante severa em termos de intensidade e tudo indica que persistirá por um pouco mais de tempo.
A água é um bem essencial para o funcionamento das sociedades humanas e para os ecossistemas. Portanto, a falta do produto ou diminuição em relação aos padrões regionais é sempre um grande problema.
Inflação em alta, falta de água e aquecimento durante o verão terão um impacto negativo, diretamente, no turismo, setor que representa uma fonte de renda para a economia de qualquer país. Por isso, o déficit pluviométrico, déficit de umidade no solo e o estresse vegetal, são questões que preocupam os governantes devido ao agravamento observado ao longo dos últimos anos.
A duração e o alcance do fenômeno se agravaram de 2012 a 2021 e atualmente estão mais prolongados do que nunca, de forma que o impacto é visível em diferentes países, com maior intensidade na Espanha, Itália, França e Reino Unido. Projeta-se que a perda econômica resultante poderá chegar a 65,5 bilhões de euros.
*Da Presstv com edição da Agência VIU!. Leia e compartilhe as notícias do Diário da Guanabara.











