A dívida pública dos Estados Unidos atingiu um novo recorde histórico, totalizando US$ 39 trilhões, de acordo com dados do Tesouro norte-americano atualizados até quinta-feira (19).
O aumento reflete, principalmente, os elevados gastos com defesa, os pacotes de estímulo econômico após a pandemia de COVID-19 e a elevação das taxas de juros, que encarecem o financiamento do déficit fiscal.
O Comitê para um Orçamento Federal Responsável (CRFB) alertou que, a partir do ano fiscal de 2031, a taxa média de juros da dívida poderá superar o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do país.
Especialistas destacam que, nesse cenário, déficits primários contínuos podem levar a um aumento indefinido da dívida, tornando seu financiamento mais rápido que a capacidade econômica americana de absorvê-la.
A maior parte da dívida é mantida por credores nacionais, mas investidores internacionais detêm fatias relevantes. Cerca de 25% estão em títulos do Tesouro, considerados de baixo risco devido à reputação de “boa-fé e crédito” do governo dos EUA.
Entre os principais detentores estrangeiros estão o Japão, com mais de US$ 1,13 trilhão; o Reino Unido, com US$ 807 bilhões; e a China, com cerca de US$ 750 bilhões.
Os gastos militares recentes também contribuem para a escalada da dívida. Estimativas indicam que a operação americana contra o Irã custa entre US$ 1 e US$ 2 bilhões por dia, ou aproximadamente US$ 11,5 mil a US$ 23 mil por segundo, podendo totalizar até um quarto de bilhão de dólares nos próximos meses.
Em apenas uma semana de conflito, os gastos chegaram a cerca de US$ 11,3 bilhões, segundo o Pentágono, com estimativa de US$ 12 bilhões feita por Kevin Hassett, ex-assessor econômico de Donald Trump.
Além disso, nesta quinta-feira (19), o governo dos EUA aprovou a venda de armas aos Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Jordânia, totalizando US$ 23 bilhões, reforçando a pressão sobre as finanças públicas e os desafios de sustentabilidade fiscal diante de gastos militares e juros elevados.
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