O mercado reagiu ao anúncio inesperado dos países que integram a Opep+, sobre os planos de redução da produção combinada em mais 1,15 milhão de barris por dia, turbinou os preços da cotação em até 6% no início do pregão desta segunda-feira (3).
O cartel controla cerca de 50% do fornecimento global de petróleo e decidiu reduzir sua produção a partir de maio até o final de 2023. O movimento mira na estabilização dos mercados.
Um dos grandes produtores, a Arábia Saudita anunciou que cortaria sua produção em 500 mil barris por dia, enquanto o Iraque Bagdá anunciou um corte de 000 mil bpd.
Os Emirados Árabes Unidos reduzirão a produção em 211.000 bpd, o Kuwait cortará 144.000 bpd, o Cazaquistão 128.000 bpd, a Argélia 78.000 bpd e Omã 48.000 bpd.
Depois da notícia, a cotação do petróleo tipo Brent, referência internacional, subiu mais de 5,5%, sendo negociado a US$ 84,30 o barril, enquanto os futuros do petróleo bruto West Texas Intermediate dos EUA subiram 5,6%, cotado em US$ 79,90 o barril, na manhã desta segunda-feira.
A Rússia já cortou voluntariamente a produção de petróleo em 500.000 bpd em março, em retaliação a um limite de preço do petróleo introduzido pelo Ocidente, que apostava na redução da oferta para desencadear incertezas no mercado global.
No domingo (2), no entanto, Moscou anunciou que sincronizará com a Opep na extensão de seu corte até o final do ano.
Moscou acredita que a medida contribuirá para a estabilização dos preços do petróleo bruto, que caíram drasticamente devido a preocupações de que a crise bancária ocidental possa enfraquecer a demanda global de energia.
O Ministério da Energia saudita chamou a medida de “medida de precaução destinada a apoiar a estabilidade do mercado de petróleo”. No mês passado, o ministro da Energia saudita, príncipe Abdulaziz bin Salman, alertou os países ocidentais contra o limite do preço do petróleo bruto fornecido pelo reino, acrescentando que qualquer tentativa de impor um teto seria recebida com uma suspensão das vendas e cortes de produção.
A medida deixou a Casa Branca desapontada, pois desafia a pressão dos EUA sobre os produtores de petróleo para aumentar sua produção e baixar os preços. O presidente Joe Biden chegou a viajar para Riad em julho passado para fazer uma petição diretamente ao príncipe herdeiro Mohammed bin Salman, sem sucesso.
“Não achamos que os cortes sejam aconselháveis neste momento, dada a incerteza do mercado – e deixamos isso claro”, disse um porta-voz do Conselho de Segurança Nacional da Arábia Saudita à Reuters no domingo.
Da RT com edição da Agência Fonte Exclusiva. Compartilhe esta reportagem do Diário da Guanabara, o melhor site de notícias do Rio de Janeiro.











