Um novo levantamento internacional voltou a evidenciar as diferenças de desenvolvimento entre os países da América Latina e do Caribe.
O Índice de Prosperidade da América Latina e Caribe, elaborado pelo Instituto Internacional para o Desenvolvimento Gerencial (IMD), avaliou 34 economias da região e colocou Chile e Costa Rica nas primeiras posições do ranking geral.
A pesquisa utiliza 78 indicadores organizados em quatro áreas principais: desafios econômicos, governança e instituições, dinâmica gerencial e empoderamento social.
A partir desses critérios, os países são classificados em uma escala que vai do nível A1, o mais alto, até D2, o mais baixo.
Além dos líderes na categoria A1, o grupo A2 inclui nações como Bahamas, Barbados, Panamá, Porto Rico, São Cristóvão e Névis e Uruguai. Já o Brasil aparece na classificação B1, com desempenho variável entre os diferentes pilares avaliados.
No caso brasileiro, o estudo aponta resultados heterogêneos: desafios econômicos em B2, governança e instituições em D1, dinâmica gerencial em A1 e empoderamento social em B1.
Segundo o relatório, essas diferenças internas ajudam a explicar a dificuldade de avanço mais consistente na competitividade do país.
O documento destaca que a chamada “dinâmica gerencial” é um dos principais entraves da região, envolvendo aspectos como produtividade, inovação, acesso a crédito e capacidade de gestão empresarial. Fragilidades nesse eixo, segundo o IMD, limitam o aproveitamento de oportunidades no cenário global.
O estudo também identifica três padrões recorrentes de estagnação na América Latina: crescimento econômico sem fortalecimento institucional, estabilidade institucional sem ganho produtivo e aumento de renda sem inclusão social efetiva.
Um dos autores do relatório, o economista José Caballero, afirma que mudanças recentes no comércio internacional podem abrir novas oportunidades para a região, especialmente na indústria.
No entanto, ele alerta que limitações estruturais ainda podem impedir que esses avanços se consolidem.
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