A taxa de desemprego no Brasil ficou em 6,1% no trimestre encerrado em março de 2026, o menor nível já registrado para esse período desde o início da série histórica da PNAD Contínua, iniciada em 2012, segundo dados do IBGE.
O resultado reforça um cenário de recuperação gradual do mercado de trabalho, com redução no número de pessoas desocupadas em comparação ao mesmo período do ano anterior.
Ao todo, o país encerrou o trimestre com 6,6 milhões de brasileiros em busca de emprego, uma queda de 13% em relação ao primeiro trimestre de 2025.
Oscilação no curto prazo
Apesar do avanço na comparação anual, os dados mostram uma leve deterioração em relação ao último trimestre de 2025.
A taxa de desocupação subiu um ponto percentual no início de 2026, movimento considerado esperado por analistas.
De acordo com o IBGE, essa alta está relacionada ao encerramento das vagas temporárias criadas no fim do ano, especialmente nos setores de comércio e serviços, que tradicionalmente contratam mais durante o período de festas.
Número de ocupados atinge 102 milhões
Mesmo com a oscilação trimestral, o total de pessoas ocupadas no país permaneceu elevado.
Entre janeiro e março, cerca de 102 milhões de brasileiros estavam trabalhando, o que mantém o nível de ocupação próximo dos recordes históricos.
No entanto, o levantamento aponta um sinal de desaceleração: nenhum dos 10 grupos de atividades econômicas analisados registrou crescimento no número de ocupados no período.
Informalidade recua, mas ainda é alta
Outro destaque da pesquisa é a queda na taxa de informalidade.
O índice ficou em 37,3% da população ocupada, uma redução de 0,4 ponto percentual em relação ao mesmo período do ano passado.
Em números absolutos, isso representa cerca de 38,1 milhões de trabalhadores informais no Brasil.
Apesar da melhora, o dado ainda evidencia um desafio estrutural do mercado de trabalho brasileiro, com grande parcela da população sem acesso a direitos trabalhistas e proteção social.
Os números indicam um mercado de trabalho resiliente, mas com sinais de estabilidade no curto prazo.
A queda do desemprego em base anual mostra avanço consistente, enquanto a ausência de crescimento nas ocupações e a alta sazonal no trimestre reforçam um cenário de cautela.
Especialistas avaliam que a manutenção da trajetória de queda do desemprego dependerá do ritmo da atividade econômica ao longo de 2026.
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