O Brasil amplia sua presença no mercado internacional de defesa, sustentado por uma indústria diversificada que inclui aviação militar, construção naval e tecnologias de cibersegurança. A análise é do especialista em geopolítica Mookie Tenembaum, em artigo publicado pelo El Observador na sexta-feira (7).
Segundo Tenembaum, o setor global de defesa passa por uma “transformação radical”, marcada pela ascensão de novos competidores como Coreia do Sul, Israel, Turquia e Brasil. Esse movimento tem permitido a países emergentes ocupar espaços antes dominados por potências tradicionais.
No caso brasileiro, a Embraer se destaca como protagonista. Reconhecida internacionalmente pela aviação comercial, a empresa consolidou seu papel estratégico no segmento militar, oferecendo aeronaves de ataque leve, aviões de transporte e soluções integradas para operações complexas.
O analista ressalta que o Brasil fornece “produtos diversificados e de alta qualidade”, o que permitiu ao país alcançar mais de 140 destinos de exportação e se firmar como “um ator relevante no hemisfério sul”. O avanço reforça a posição brasileira em um mercado altamente competitivo, impulsionado pela inovação tecnológica e pelo aumento da demanda global por equipamentos modernos.
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