Os bancos têm até quarta-feira (14) para devolver R$ 159 milhões que continuam nas contas de apostadores após o encerramento de plataformas de apostas esportivas e jogos online no Brasil. O montante corresponde aos saldos que ainda não foram restituídos aos usuários.
Segundo informações fornecidas pelas próprias empresas ao governo federal, mais de R$ 1 bilhão já foi devolvido aos apostadores. O levantamento reúne 22,5 milhões de pessoas, distribuídas em aproximadamente 70,5 milhões de contas.
A maior parte dos valores pendentes é de pequeno montante. Cerca de 90% das contas com dinheiro a receber têm saldo inferior a R$ 1. O prazo para solicitar a retirada diretamente nas plataformas terminou em 5 de outubro.
Oito empresas ainda não enviaram informações
O processo de restituição enfrenta dificuldades porque oito empresas ainda não encaminharam aos bancos os dados necessários para viabilizar as transferências.
Diante da falta dessas informações, a Advocacia-Geral da União (AGU) deve recorrer à Justiça para obrigar as companhias a fornecer os registros necessários à devolução dos recursos.
Sem os dados exigidos, as instituições financeiras podem encontrar obstáculos para identificar os beneficiários e concluir os pagamentos dentro do prazo estabelecido.
Apostadores não perdem automaticamente o direito ao dinheiro
Quem não receber o valor até quarta-feira não perderá automaticamente o direito ao saldo. Nos casos em que houver impedimentos operacionais que impossibilitem a transferência pelos bancos, a Caixa Econômica Federal ficará responsável por intermediar a devolução.
A orientação é acompanhar os comunicados oficiais e utilizar apenas os canais legítimos das instituições envolvidas para obter informações sobre o procedimento.
Governo alerta para golpes
As autoridades também alertam para tentativas de fraude durante o processo de restituição. Para receber o dinheiro, os apostadores não precisam pagar taxas antecipadas, informar senhas bancárias ou fornecer códigos de segurança.
Mensagens que exijam pagamentos para liberar os valores ou solicitem dados sigilosos devem ser tratadas com desconfiança. A recomendação é não clicar em links suspeitos nem compartilhar informações pessoais e bancárias com contatos desconhecidos.
A devolução dos R$ 159 milhões depende da conclusão dos procedimentos bancários e do fornecimento das informações pelas empresas responsáveis pelas plataformas encerradas.
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