Uma auditoria recente da Controladoria-Geral da União acendeu um alerta sobre a retomada das obras da usina nuclear Angra 3, localizada em Angra dos Reis.
O projeto, iniciado há mais de 40 anos, enfrenta novos questionamentos relacionados à gestão de riscos e viabilidade financeira.
Concluído em 2026, o relatório aponta falhas na análise de riscos, incluindo a ausência de um plano de contingência para eventuais paralisações das obras. Também foram identificadas lacunas na avaliação dos impactos fiscais e financeiros do empreendimento.
Outro ponto de preocupação é o cumprimento do cronograma, considerado vulnerável diante de possíveis atrasos e dificuldades no fornecimento de equipamentos essenciais.
A auditoria também destaca riscos à saúde financeira da Eletronuclear. Segundo o documento, os financiamentos necessários para a conclusão da usina podem comprometer o equilíbrio financeiro da estatal, mesmo após tentativas de renegociação.
Já o Tribunal de Contas da União estima que a indefinição sobre o futuro do projeto pode gerar um prejuízo de aproximadamente R$ 2 bilhões entre 2024 e 2026.
As obras de Angra 3 começaram em 1981 e, desde então, acumulam interrupções e entraves técnicos, políticos e financeiros.
A decisão sobre a continuidade do projeto está sob responsabilidade do Ministério de Minas e Energia, enquanto os órgãos de controle seguem acompanhando o caso.
Procurada, a Eletronuclear informou que não se manifesta sobre relatórios elaborados por entidades de fiscalização.
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