A China e a Argentina formalizaram a expansão de um acordo de swap cambial, o que poderá aumentar as reservas cambiais do país sul-americano, segundo informa reportagem da agência Reuters, citando como fonte o Banco Central da Argentina.
A China é atualmente o segundo maior parceiro comercial do país, depois do Brasil, e o segundo maior destino das exportações argentinas.
O acordo de swap cambial permite que as empresas argentinas que exportam para a China façam liquidações em yuan ou dólares, o que facilita a saída de moeda estrangeira do banco central.
O presidente do Banco Central da Argentina, Miguel Pesce, e seu colega chinês, Yi Gang, “confirmaram que o acordo para a troca de moedas entre as duas instituições foi ativado e comprometido com o aprofundamento do uso (do yuan chinês) no mercado argentino”, destaca o comunicado citado pela agência de notícias.
Os chefes dos reguladores monetários argentinos e chineses se encontraram durante a Reunião Bimestral de Governadores de Bancos Centrais organizada pelo Banco de Compensações Internacionais (BIS) em Basileia, Suíça.
De acordo com o documento, o procedimento “compreende a troca de moeda para reforço de reservas internacionais de 130 bilhões de yuans e uma ativação especial de 35 bilhões de yuans para compensar operações no mercado de câmbio”.
O acordo foi anunciado em novembro, após meses de negociações. Naquela época, o presidente da Argentina, Alberto Fernández, avaliou a transação em US$ 5 bilhões.
O governo da Argentina precisa reconstruir as reservas para cobrir os custos comerciais e os futuros pagamentos da dívida, já que o aumento de reservas é um dos principais objetivos de um grande acordo de dívida com o Fundo Monetário Internacional (FMI).
*Da RT com edição de Fonte Exclusiva. Compartilhe esta reportagem do Diário da Guanabara, o melhor site de notícias do Rio de Janeiro.











