A economia chinesa deve crescer 5% este ano, uma projeção mais elevada do que a inicialmente esperada pelo mercado, segundo informou uma previsão revisada pela agência de classificação de riscos Fitch Ratings e publicada na quarta-feira (8).
Esta nova previsão de crescimento para a segunda maior economia do mundo foi elevada em relação às expectativas de dezembro, quando estava em 4,1%.
As novas projeções são em face das evidências de que o consumo e a atividade estão se recuperando mais rápido do que o inicialmente previsto, à medida que Pequim suspendeu suas rigorosas restrições em decorrência da Covid-19.
A economia reage após um desempenho mais fraco do que o esperado no ano passado, quando o PIB do país cresceu 3%, prejudicado por lockdowns severos. A agência de classificação de risco espera que a atividade econômica seja forte no primeiro semestre do ano, impulsionada por uma “rápida recuperação” da pandemia.
“Acreditamos que estabilizar a recuperação continuará sendo o foco principal no curto prazo, mas não antecipamos uma flexibilização agressiva da macropolítica”, destacaram os economistas em um comunicado.
O mais recente Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) da China, uma medida da atividade empresarial de manufatura e serviços, também disparou, indicando crescimento.
O PMI de manufatura do país subiu para 50,1 em janeiro, de uma leitura anterior de 47, enquanto seu PMI de serviços subiu para 54,4, o nível mais alto desde junho de 2022. Um valor acima de 50 indica uma expansão da atividade econômica, enquanto uma leitura abaixo aponta para uma contração.
É esperado pelos analistas que o consumo da China melhore moderadamente, prevendo que os gastos serão bastante “cautelosos” devido a tensões na confiança do consumidor.
“Com o emprego e a renda familiar ainda precisando de recuperação, a confiança do consumidor pode não se recuperar completamente, mas permanecer cautelosa”, disse o economista-chefe da China para o banco de investimento, Wang Tao, em nota.
Estima-se que o excesso de poupança das famílias chinesas valha de 4 trilhões a 4,6 trilhões de yuans (US$ 590 bilhões a US$ 678 bilhões), mas, de acordo com as autoridades monetárias do país, essas economias podem não ser gastas este ano.
“Uma maior normalização do comportamento do consumidor e mais liberação do excesso de poupança podem ajudar a sustentar a recuperação futura do consumo em 2024 e além”, acrescentou Wang.
O crescimento do consumo das famílias da China deve aumentar entre 10% ou 11% em termos nominais e 7,8% em termos reais em 2023.
Da RT com edição de Fonte Exclusiva. Compartilhe esta reportagem do Diário da Guanabara, o melhor site de notícias do Rio de Janeiro.











