No último dia do Rio Innovation Week, realizado na sexta-feira (15/05), a subprefeita dos Grandes Complexos e presidente do Conselho Municipal de Favelas (Comfav), Marlí Peçanha, participou do painel “Cidades com Alma: Cultura, Território e a Potência dos Invisíveis”, no palco Sociedade 5.0. Diretora de políticas públicas voltadas para as favelas do Rio, ela compartilhou sua experiência com o público e defendeu a inovação como ferramenta de transformação social.
Marlí enfatizou que o objetivo de sua gestão é ampliar a presença do poder público nas comunidades, por meio do diálogo, da escuta ativa e da participação da população local. Ela citou como exemplo de inovação os ecopontos com pinturas artísticas, criados para tornar o descarte correto de resíduos um hábito mais agradável, além de valorizar o trabalho de garis pintores e escultores da Comlurb.
— A inovação está presente nas iniciativas que já realizamos e nos projetos em curso, como os ecopontos com pinturas artísticas. Esses espaços são pensados para que as pessoas tenham prazer de descartar seus resíduos no lugar correto. E, principalmente, para que se sintam pertencentes à cidade e saiam da invisibilidade — destacou a subprefeita.
Segundo ela, ações que unem cultura, identidade, meio ambiente e inclusão são essenciais para construir políticas públicas mais eficazes no cotidiano das favelas. “Inovação também é trabalhar para que pessoas vulneráveis se sintam mais integradas na cidade”, resumiu.
Marlí Peçanha dividiu o palco com Sydnei Menezes, presidente do CAU-RJ (Conselho de Arquitetura e Urbanismo), a vice-presidente Michele Beatrice, Luiz Fernando, presidente do Instituto Arquitetos da Favela, e Maurício Dutra, coordenador da Redes da Maré.
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