O Rio de Janeiro passa a ser, a partir desta quarta-feira (1º), o principal ponto de encontro internacional da harpa com o início da 21ª edição do RioHarpFestival. O evento, considerado um dos maiores dedicados ao instrumento no mundo, reúne programação gratuita ao longo de todo o mês de julho.
Nesta edição, o festival conta com 58 concertos gratuitos e a participação de cerca de 150 artistas vindos de 20 países. As apresentações serão realizadas em diferentes espaços culturais e históricos da cidade, como o Jockey Club Brasileiro, a Igreja da Candelária e a Academia Brasileira de Letras (ABL), ampliando o alcance do evento para diversos públicos.
A expectativa da organização é atrair mais de 10 mil pessoas ao longo da programação. A agenda completa pode ser consultada no site oficial do festival.
Uma das novidades deste ano é a presença de músicos ligados a comunidades do Rio de Janeiro e do estado, que irão dividir o palco com artistas internacionais e também realizar apresentações em seus próprios territórios.
A abertura oficial acontece nesta quarta-feira (1º), às 18h, no Espaço Cultural Arte Sesc Flamengo. Quem dá início à programação é a Orquestra de Gaitas de Foles Brazilian Piper, de São Gonçalo (RJ), criada em 1999 pelo maestro J. Paulo e conhecida por seu trabalho de formação cultural com inspiração na tradição escocesa. O concerto terá participação do harpista Gelton Galvão.
O grupo também volta a se apresentar no dia 4 de julho, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB Rio), desta vez ao lado do harpista mexicano Baltazar Juarez.
O festival também aposta em apresentações realizadas dentro de comunidades. No dia 10, a Orquestra Solar Meninos de Luz, formada por jovens do Pavão-Pavãozinho e Cantagalo, recebe os músicos norte-americanos Juan Riveros e Danny Jordan para um concerto no próprio território.
O repertório inclui obras como “Trenzinho Caipira”, de Heitor Villa-Lobos, e “Anunciação”, de Alceu Valença, em homenagem aos 80 anos do compositor pernambucano. O grupo reúne cerca de 60 jovens entre 8 e 18 anos.
Outra apresentação de destaque será da Camerata Uerê, marcada para o dia 24 no Palácio Tiradentes, com participação da harpista austríaca Edith Gasteiger. No dia seguinte, o festival também reúne a Orquestra de Cavaquinhos de Cabo Frio e a Orquestra Forte de Copacabana em apresentações no CCBB Rio e no Forte de Copacabana.
O RioHarpFestival faz parte do projeto Música no Museu, reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial do Rio de Janeiro, que promove concertos gratuitos há quase três décadas. O evento também possui edições em outras cidades brasileiras e países da Europa, como Portugal, Espanha, França, Itália e Alemanha, além de previsão de expansão para a África do Sul em 2026.
A edição deste ano ainda inclui estreias internacionais, como a da harpista e cantora peruana Karishma Ramirez, além da francesa Léa Mesnil e do harpista Mahatma Ramírez. A programação também contempla músicos japoneses, grupos de harpa africana e formações latino-americanas, reforçando o caráter multicultural do festival.
Com uma programação diversa e internacional, o RioHarpFestival reafirma seu papel como um dos principais eventos dedicados à harpa no mundo, promovendo o encontro entre diferentes culturas musicais e aproximando o público da música instrumental.
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