O rapper e magnata da música Sean “Diddy” Combs foi condenado nesta sexta-feira (3) a 50 meses de prisão — o equivalente a quatro anos e dois meses — por duas acusações de transporte de pessoas para fins de prostituição. A sentença foi proferida pelo juiz federal Arun Subramanian, no tribunal federal de Manhattan, em Nova York.
Durante a leitura da sentença, o juiz destacou que o tempo de prisão levou em consideração a fortuna acumulada por Combs ao longo da carreira como produtor musical e empresário. Ele também elogiou a coragem das vítimas que testemunharam durante o julgamento.
“Estou orgulhoso de vocês que vieram ao tribunal para contar ao mundo o que realmente aconteceu”, declarou o magistrado, em referência direta aos relatos que embasaram a condenação.
Apesar da sentença, Combs foi declarado inocente das acusações mais graves, incluindo tráfico sexual e conspiração para extorsão. Desde setembro de 2024, o artista estava preso preventivamente, tendo todos os pedidos de liberdade provisória negados.
O júri responsável pelo veredito foi composto por doze pessoas etnicamente diversas, incluindo oito homens e quatro mulheres, com idades entre 30 e 74 anos, vindos de diferentes bairros de Nova York. O grupo deliberou por mais de 13 horas antes de chegar à decisão.
Após ouvir o veredito, Combs sorriu discretamente, apertou a mão de um de seus advogados e acenou para familiares presentes na sala. Ele também fez um gesto de reza em direção ao júri como forma de agradecimento.
A defesa ainda não confirmou se pretende recorrer da sentença. Já o Ministério Público classificou o resultado como um avanço importante no combate a crimes ligados à exploração sexual, mesmo diante da absolvição de algumas acusações.
A sentença marca um dos episódios mais marcantes — e polêmicos — da carreira de P. Diddy, um dos nomes mais poderosos da indústria fonográfica dos Estados Unidos.
*Compartilhe este conteúdo do Diário da Guanabara, o melhor site de notícias do Estado do Rio.












