Ney Matogrosso, um nome que transcende a música para se tornar símbolo de liberdade e ousadia, ganha as telas do cinema em “Homem com H”, cinebiografia dirigida por Esmir Filho (“O Animal Cordial”) e em cartaz em todo o país desde 1º de maio.
O longa não se limita a contar a história do artista: mergulha na essência de um homem que desafiou normas de gênero, padrões artísticos e expectativas sociais para se tornar um ícone atemporal.
Interpretado por Jesuíta Barbosa — escolha aprovada pelo próprio Ney —, o filme recria passagens marcantes da vida do cantor, desde sua infância em uma vila militar em Mato Grosso do Sul até a explosão de sucesso com o trio Secos e Molhados, nos anos 1970, e a consolidação como figura solo.
A narrativa destaca como sua personalidade irreverente e sua busca por autenticidade moldaram hits como “Rosa de Hiroshima” e “Bandoleiro”, que até hoje ecoam na cultura brasileira.
Rebeldia em close
Esmir Filho opta por uma abordagem que mistura realidade e poesia, explorando não apenas os palcos, mas as entrelinhas da vida privada de Ney.
O diretor revela conflitos familiares, a relação com a sexualidade e a coragem de abraçar uma identidade única em um Brasil ainda conservador.
Jesuíta Barbosa, conhecido por trabalhos em “Bacurau” e “Piedade”, entrega uma atuação intensa, capturando a dualidade entre fragilidade e força que define o artista.
Por trás das cenas
Ney Matogrosso participou ativamente do projeto, fornecendo depoimentos e aprovando o roteiro. Em entrevistas, ele destacou: “Jesuíta entrou na minha pele sem caricaturas. É uma honra ver minha história contada com tanto respeito”.
O filme também inclui imagens de arquivo e entrevistas com colaboradores, reforçando o legado do cantor como pioneiro na quebra de tabus.“Homem com H” está em exibição nos principais cinemas do país.
A produção já recebeu críticas elogiosas por sua ousadia visual e emocional, sendo apontada como “um retrato necessário da cultura brasileira” por veículos especializados.
Uma jornada cinematográfica sobre quem ousou ser Homem com H — e mudou a música (e o Brasil) para sempre. Confira a reportagem também na D+ NEWS TV, reproduzida no tipo.











