A cantora, atriz e empresária Preta Gil morreu neste domingo (20), aos 50 anos, após uma longa batalha contra o câncer colorretal, em decorrência de complicações da doença. A confirmação foi feita pela assessoria ao site Quem e a morte teria ocorrido em casa, nos Estados Unidos, onde ela passava por tratamento experimental.
Diagnosticada em janeiro de 2023 com adenocarcinoma na porção final do intestino após exames no Hospital Sírio-Libanês, Preta iniciou um tratamento que incluiu cirurgia, radioterapia, histerectomia total abdominal e amputação de reto.
Em junho de 2023, a artista foi liberada para voltar aos palcos e participou da turnê Nós, a Gente, com seu pai, Gilberto Gil. Na época, relatou que cantar era uma “dose de cura”, conforme declarou ao Estadão Em dezembro, chegou a celebrar remissão, mas o câncer recidivou em 2024 com metástases em linfonodos, peritônio e ureter.
Após uma longa cirurgia de cerca de 18 horas em dezembro de 2024, Preta passou 10 dias na UTI e recebeu alta em fevereiro de 2025, levando consigo uma bolsa de colostomia definitiva Durante sua recuperação, ela foi vocal na campanha contra estigmas e buscou conscientizar sobre a importância do diagnóstico precoce.
Em agosto de 2024, Preta lançou o livro Preta Gil: Os primeiros 50, aos 50 anos, demonstrando otimismo e paixão pela vida: “Estou cheia de gás, de ideias… bora pra mais cinquenta que só está começando”.
Nas últimas semanas, Preta estava se tratando nos EUA e se preparava para retornar ao Brasil em uma UTI aérea, mas sofreu uma piora súbita durante uma sessão de quimioterapia na quarta-feira (16). Amigos e familiares, como Carolina Dieckmann, estiveram ao seu lado nos EUA
Sua morte promoveu forte comoção e repercussão. O Folha de S.Paulo relembrou sua última aparição em abril, cantando com Gilberto Gil na turnê “Tempo Rei”, em que emocionou o público com “Drão”.
Trajetória e legado
-
Nascimento: Rio de Janeiro, 8 de agosto de 1974. Filha de Gilberto Gil e Sandra Gadelha. Sobrinha de Caetano Veloso e afilhada de Gal Costa
-
Carreira: Lançou o álbum Prêt-à-Porter (2003), com capa polêmica, e mais cinco discos até Todas as Cores (2017). Criou o Bloco da Preta, figura no Carnaval carioca
-
Empreendedora: Co-fundadora da agência Music2Mynd, premiada no marketing de influência saude.ig.com.br+15Wikipédia+15Metrópoles+15.
-
Ativismo: Referência na luta contra racismo, gordofobia e LGBTfobia; bissexual assumida Jovem Pan+1Wikipédia+1.
A assessoria divulgou nota: “Preta foi uma mulher transgressora… guerreira incansável que inspirou milhares… ela não desistiu nem por um instante” Emocionado, Gilberto Gil sofreu um pico de pressão arterial ao ser informado da morte
*Compartilhe esta reportagem do Diário da Guanabara, o melhor site de notícias do Rio de Janeiro.












