O cantor, compositor e ator Jards Macalé morreu na segunda-feira (17), aos 82 anos, após sofrer uma parada cardíaca decorrente de uma cirurgia em hospital particular na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro. O artista estava internado para tratar de enfisema pulmonar.
O velório ocorrerá nesta terça-feira (18), a partir das 10h, na Sala Sidney Muller, no Palácio Gustavo Capanema, sede da Funarte, no centro do Rio, e será aberto ao público. O enterro está marcado para as 16h, no Cemitério São João Batista, em Botafogo, zona sul da cidade.
Trajetória artística
Nascido Jards Anet da Silva, em 3 de março de 1943, na Tijuca, Jards Macalé iniciou sua carreira na década de 1960, imerso na música e influenciado pelos batuques do samba e vizinhos como Vicente Celestino e Gilda de Abreu.
Ao longo da vida, destacou-se como cantor, compositor, músico e ator, deixando contribuições memoráveis à música popular brasileira. Também atuou no cinema, compondo trilhas sonoras e participando de filmes como Amuleto de Ogum e Tenda dos Milagres, dirigidos por Nelson Pereira dos Santos.
Homenagens e repercussão
A morte de Jards Macalé provocou uma onda de homenagens nas redes sociais. Caetano Veloso destacou: “Sem Macalé não haveria Transa. Estou chorando porque ele morreu hoje. Foi meu primeiro amigo carioca da música.”
Maria Bethânia também se manifestou: “Macalé era um irmão, meu professor de violão e um grande amigo.”
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ressaltou a relevância cultural e política do artista: “Jards Macalé dizia que o amor é um gesto político. Em tempos de ódio e intrigas, pouca gente falava do amor, e por isso ele só podia cantá-lo. Política e amor devem andar juntos.”
Jards Macalé deixa um legado profundo, sendo lembrado por sua música, seu engajamento cultural e político, e pelo impacto sobre gerações de fãs e músicos da MPB.
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