Os intérpretes de sambas-enredo foram oficialmente reconhecidos como Patrimônio Cultural Imaterial do Estado do Rio de Janeiro. A medida foi confirmada com a sanção da Lei 10.914/2025, que valoriza a contribuição histórica e artística desses profissionais para a preservação do samba, do carnaval e da identidade cultural carioca.
Entre os nomes que marcaram época, Jamelão é um dos maiores símbolos. Voz oficial da Estação Primeira de Mangueira por décadas, emocionava as arquibancadas da Marquês de Sapucaí com sua interpretação poderosa. Jamelão faleceu em 2008, aos 95 anos, mas seu legado permanece vivo.
Outro gigante da música e do carnaval, Neguinho da Beija-Flor, também deixou sua marca. Com sua voz marcante e o tradicional grito “Olha a Beija-Flor aí, gente, chora cavaco!”, ajudou a azul e branco de Nilópolis a conquistar diversos títulos. Em 2025, o artista anunciou sua despedida do posto de intérprete oficial da escola.
Outros nomes como Dominguinhos do Estácio, Paulinho Mocidade e Quinho do Salgueiro também são lembrados como pilares dessa tradição. Entre as mulheres, a saudosa Dona Ivone Lara fez história como a primeira mulher a assinar um samba-enredo, representando o Império Serrano.
O governador Cláudio Castro celebrou a sanção da lei como um reconhecimento necessário. “É um reconhecimento e uma homenagem mais do que justa aos artistas que contribuem para a nossa cultura e abrilhantam os desfiles das agremiações. Todos merecem os nossos aplausos”, declarou, em nota oficial.
O reconhecimento como Patrimônio Imaterial é mais do que simbólico — é um passo importante para garantir a valorização e a preservação dos intérpretes, vozes que emocionam e narram a história do povo brasileiro por meio do samba.
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