A influenciadora Bruna Biancardi desabafou sobre os ataques racistas que suas filhas, Mavie, de 2 anos, e Mel, de 10 meses, vêm sofrendo nas redes sociais. As meninas são fruto do relacionamento de Bruna com o jogador Neymar Jr. O relato foi feito durante participação no videocast Quem É Você Nesse Rolê, apresentado por Thais Fersoza.
Durante a conversa, Bruna afirmou que costuma se deparar com mensagens ofensivas, frases racistas e montagens envolvendo as crianças. Segundo a influenciadora, grande parte dos ataques parte de perfis anônimos ou falsos, o que dificulta a identificação dos responsáveis e torna qualquer tentativa de responsabilização ainda mais desgastante.
Bruna contou que, no início da exposição pública de sua vida pessoal, tinha o impulso de responder e tentar se defender das críticas. Com o tempo, no entanto, passou a adotar uma postura mais reservada para proteger sua saúde emocional e evitar que os ataques ganhassem ainda mais proporção.
A influenciadora também comentou que recebe cobranças de pessoas que defendem medidas legais contra os autores das ofensas. Ela afirmou, porém, que já tentou buscar caminhos jurídicos, mas encontrou dificuldades para avançar em razão da atuação de perfis falsos e da complexidade de localizar os responsáveis pelas publicações.
Para Bruna, a decisão de não responder a todos os ataques não significa aceitar as ofensas, mas preservar a própria saúde mental diante de uma rotina de exposição e violência virtual. Ela afirmou que prefere se afastar de determinados conteúdos para não se desgastar ainda mais.
O caso reacende o debate sobre racismo nas redes sociais, especialmente quando os alvos são crianças. Comentários discriminatórios, montagens ofensivas e ataques contra menores de idade podem configurar crimes e reforçam a necessidade de responsabilização das plataformas e dos autores desse tipo de conteúdo.
Nos últimos anos, famosos, atletas e familiares de personalidades públicas têm denunciado com frequência ataques racistas e discursos de ódio na internet. A situação relatada por Bruna Biancardi mostra como a violência digital pode ultrapassar a esfera da exposição pública e atingir diretamente crianças e familiares.
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