Mercúrio, o planeta mais próximo do Sol e o menor do Sistema Solar, está passando por um processo de encolhimento que ocorre há bilhões de anos. Uma pesquisa recente conduzida por cientistas da Universidade da Geórgia, nos Estados Unidos, trouxe novas estimativas sobre a extensão dessa contração, quando ocorreu e se ainda está em andamento.
O estudo, realizado por Stephan Loveless e Christian Klimczak e publicado em 9 de agosto na revista AGU Advances, reforça a ideia de que Mercúrio não é um corpo celeste estático, mas sim em constante transformação.
O encolhimento do planeta acontece devido à perda gradual do seu calor interno, o que causa uma contração de sua crosta, processo semelhante às rugas que aparecem em uma maçã ao envelhecer, segundo explicação do professor David Rothery, da The Open University, no Reino Unido.
Análises anteriores de crateras indicavam que muitas escarpas de Mercúrio se formaram há cerca de 3 bilhões de anos. No entanto, evidências recentes sugerem que essas estruturas ainda podem estar ativas geologicamente.
Loveless e Klimczak desenvolveram um novo método que utiliza a maior falha conhecida do planeta como base estatística para calcular a contração em mais de 6 mil falhas espalhadas por Mercúrio. A partir disso, eles estimaram que o raio do planeta diminuiu entre 2,7 e 5,6 quilômetros nos últimos 4,5 bilhões de anos.
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