O Clube do Samba, símbolo da resistência cultural e da valorização do samba de raiz, foi oficialmente reconhecido como Patrimônio Cultural e Imaterial do Estado do Rio de Janeiro. A lei que confere o título foi sancionada pelo governador Cláudio Castro e publicada no Diário Oficial desta quinta-feira, 4 de setembro.
Para o governo estadual, a nova legislação consolida o Clube como referência na preservação e promoção do samba, uma das manifestações mais autênticas da cultura brasileira. Fundado em 1979, no bairro do Méier, zona norte do Rio, pelo cantor e compositor João Nogueira, o espaço se tornou ponto de encontro de ícones da música popular brasileira e de novas gerações de artistas.
Entre os nomes que fizeram parte da construção dessa história estão Beth Carvalho, Martinho da Vila, Clara Nunes, Alcione, Cartola, Dona Ivone Lara, entre outros mestres do samba. Mais do que um espaço de apresentações, o Clube do Samba se define como um movimento voltado à arte, cultura, educação e identidade nacional por meio da música.
Em seu site oficial, o projeto destaca a atuação sociocultural voltada à formação de crianças e adolescentes, com aulas gratuitas de canto, cavaquinho, violão, percussão, capoeira, teatro, além da realização de rodas de samba, bailes e oficinas culturais. “Todos os nossos projetos, eventos e ações abrem espaço e apresentam novos talentos da música”, afirma a instituição.
Antes do reconhecimento estadual, o Clube do Samba já havia sido declarado Patrimônio Cultural Imaterial do Município do Rio de Janeiro, em janeiro de 2025. Agora, o novo título amplia a visibilidade e abre portas para políticas públicas que fortaleçam a sua atuação.
Segundo o governador Cláudio Castro, a sanção da lei representa um compromisso com a valorização das raízes culturais fluminenses. “Esse espaço é símbolo de resistência, memória e celebração da nossa música popular e merece todo reconhecimento institucional digno desse legado”, afirmou.
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