A Amazon está desenvolvendo uma série inspirada na saga O Povo do Ar, da escritora americana Holly Black. A franquia, que conquistou milhões de leitores ao redor do mundo, terá uma nova oportunidade de ganhar uma adaptação audiovisual depois de uma tentativa anterior de levar a história aos cinemas não ter avançado.
O primeiro projeto foi anunciado em 2017, quando a Universal Pictures e o produtor Michael De Luca adquiriram os direitos da obra. Apesar da movimentação inicial, a produção permaneceu em desenvolvimento durante anos e nunca chegou a ser realizada.
Agora, quase uma década depois, a história será trabalhada para a televisão pela Amazon Studios.
História acompanha humana no mundo das fadas
A protagonista da saga é Jude Duarte, uma garota humana que, aos sete anos, presencia o assassinato dos pais. Após a tragédia, ela e suas duas irmãs são levadas para Elfhame, um reino habitado por seres mágicos e imortais.
Criada nesse ambiente, Jude precisa lidar com o preconceito contra humanos e encontrar uma maneira de conquistar seu próprio espaço dentro da sociedade das fadas.
Entre os principais conflitos está sua relação com Cardan Greenbriar, príncipe de Elfhame e filho mais novo do Alto Rei. A convivência entre os dois é marcada por provocações, disputas e interesses políticos, tornando o relacionamento um dos elementos centrais da narrativa.
A história combina fantasia, romance, intrigas, violência e disputas pelo poder, tendo a corte de Elfhame como cenário para grande parte dos acontecimentos.
Trilogia pode render várias temporadas
A série principal de O Povo do Ar é formada por O Príncipe Cruel, O Rei Malvado e A Rainha do Nada.
Além da trilogia, Holly Black expandiu o universo com histórias complementares e com a duologia O Herdeiro Roubado. Esse conjunto de obras amplia consideravelmente o material disponível para uma adaptação televisiva de longo prazo.
A quantidade de conteúdo também pode favorecer a construção gradual do universo de Elfhame, permitindo que personagens e conflitos sejam desenvolvidos ao longo de diferentes temporadas.
O Príncipe Cruel se tornou fenômeno editorial
Publicado originalmente como o primeiro volume da trilogia, O Príncipe Cruel alcançou grande sucesso comercial e ajudou a consolidar Holly Black entre os principais nomes da literatura fantástica voltada ao público jovem adulto.
A série de livros já ultrapassou a marca de 12 milhões de exemplares vendidos em todo o mundo, demonstrando o tamanho da base de leitores que acompanha a franquia.
Holly Black também celebrou a confirmação da nova adaptação e destacou a importância dos leitores para a trajetória da história. Para a escritora, uma obra pode ganhar novos significados conforme é recebida e interpretada pelo público.
A chegada da série representa ainda uma mudança importante depois de anos de incerteza sobre o futuro audiovisual da franquia.
Produtora de Ridley Scott está envolvida
A produção contará com a participação da Scott Free Productions, empresa fundada pelo cineasta Ridley Scott, em parceria com a Amazon.
A companhia possui experiência em projetos de televisão e em produções marcadas por elementos de ficção científica e fantasia. Entre seus trabalhos estão séries como Raised by Wolves e Alien: Earth.
A participação da produtora pode contribuir para a construção visual de Elfhame, universo que combina fantasia sombria, criaturas sobrenaturais, conflitos políticos e cenas de violência.
Até o momento, não foi divulgado se Ridley Scott terá participação direta na produção ou em alguma função criativa específica.
Série ainda não tem data de estreia
Apesar da confirmação do desenvolvimento, a Amazon ainda não divulgou a data de lançamento da adaptação.
Também não foram anunciados o elenco, os responsáveis pelos principais personagens ou detalhes sobre a estrutura da primeira temporada.
A expectativa, porém, é que a franquia ofereça à plataforma uma propriedade com grande potencial para várias temporadas, considerando a trilogia principal, os livros complementares e a duologia derivada.
A aposta também coloca a Amazon novamente na disputa pelo público interessado em grandes universos de fantasia, segmento que tem atraído investimentos de diferentes plataformas de streaming em busca de franquias literárias com comunidades de fãs já estabelecidas.
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