A disputa sobre quem comandará o governo do Rio de Janeiro nos próximos meses ganhou um novo capítulo com a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de julgar, em 2 de junho, o recurso apresentado por Claudio Castro. O ex-governador tenta reverter a condenação que o tornou inelegível até 2030.
A decisão da Justiça Eleitoral, tomada em março, também determinou a realização de uma nova eleição para preencher temporariamente o comando do estado.
O principal impasse agora envolve o formato dessa escolha: se ela ocorrerá por voto direto da população ou de maneira indireta, por meio da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj).
O PSD acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) defendendo a realização de eleições diretas. No entanto, antes do julgamento da questão, Claudio Castro renunciou ao cargo para cumprir o prazo de desincompatibilização necessário para disputar uma vaga no Senado Federal nas eleições de 2026.
A saída antecipada do governo gerou críticas de adversários políticos, que interpretaram a decisão como uma tentativa de favorecer a realização de uma eleição indireta.
Pela legislação eleitoral, Castro ainda poderia permanecer no cargo até o início de abril sem comprometer sua candidatura.
Agora, o Supremo Tribunal Federal aguarda a definição do TSE sobre o recurso antes de avançar na análise do modelo de sucessão estadual.
O cenário político fluminense também é marcado por uma situação incomum na linha sucessória. O então vice-governador Thiago Pampolha deixou o cargo em 2025 para assumir uma vaga no Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ), deixando a vice-governadoria sem ocupante.
Com isso, o comando interino do Palácio Guanabara passou ao presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, Ricardo Couto de Castro.
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