Uma mulher de 37 anos foi presa pela Polícia Civil em Joinville, Santa Catarina, suspeita de estelionato e falsidade ideológica após, segundo a investigação, se passar por uma adolescente de 12 anos e viver por 14 meses acolhida por uma família. O caso foi divulgado nesta quarta-feira (3) e ganhou repercussão nacional.
De acordo com a polícia, a suspeita afirmava ter fugido do Pará por sofrer maus-tratos. Sem apresentar documentos, ela procurou uma igreja em Joinville dizendo estar em situação de vulnerabilidade. A partir do relato, recebeu apoio da comunidade religiosa e acabou sendo acolhida por uma família, que passou a tratá-la como filha.
A investigação aponta que a mulher sustentava a versão falsa com relatos sobre abusos, problemas de saúde e comportamentos infantilizados. Segundo o delegado Rodrigo Bueno Gusso, ela teria convencido a família a não matriculá-la na escola, alegando medo de que o suposto pai abusador descobrisse onde ela estava.
Ainda conforme a Polícia Civil, a farsa foi descoberta após uma denúncia feita às autoridades. A suspeita foi localizada no distrito de Pirabeiraba, em Joinville, e encaminhada ao Presídio Regional da cidade. Ela é investigada pelos crimes de estelionato e falsa identidade. Veículos como UOL e Itatiaia também informaram que a polícia apura registros de situações semelhantes envolvendo a suspeita em outros estados.
O caso acendeu um alerta sobre a necessidade de checagem documental em situações de acolhimento, mesmo quando há relatos de vulnerabilidade. A polícia reforça que denúncias e suspeitas devem ser comunicadas às autoridades competentes para que a rede de proteção possa agir de forma segura, tanto para possíveis vítimas quanto para famílias acolhedoras.
A investigação segue em andamento. Até a conclusão do inquérito, a mulher é tratada como suspeita, e a defesa dela não havia sido informada nos dados inicialmente divulgados.
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