Uma operação do Comando de Operações Especiais (COE) da Polícia Militar do Rio de Janeiro terminou com a morte do subtenente Anderson de Souza Figueira, na manhã desta segunda-feira (1º), no Complexo do Chapadão, região de Costa Barros, zona norte da capital fluminense.
O militar foi atingido por um disparo no pescoço, enquanto realizava uma varredura dentro de uma igreja. Segundo a corporação, os disparos partiram de criminosos escondidos em um cômodo anexo ao templo religioso.
Tiro atingiu região não protegida pelo colete
O tiro atingiu o policial acima do colete balístico, uma área vulnerável. Figueira chegou a ser socorrido e levado a um hospital da região, mas não resistiu aos ferimentos.
A Polícia Militar lamentou a morte do subtenente, que era lotado no batalhão de Irajá (41º BPM).
Dois suspeitos mortos e armamento apreendido
Durante a operação, dois suspeitos morreram em confronto com os policiais. Na ação, foram apreendidos:
- 2 fuzis
- 3 granadas
- Quantidade não especificada de drogas
O material foi encaminhado à Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), que investiga o caso.
Criminosos bloquearam vias com ônibus sequestrados
Ainda durante o confronto, dois ônibus urbanos foram sequestrados por criminosos e usados como barricadas, atravessados nas pistas para dificultar o avanço da polícia.
Escolas fechadas por segurança
Como medida de segurança, 10 escolas da rede municipal de ensino que funcionam nas imediações ficaram fechadas. A Secretaria Municipal de Educação informou que monitora a situação em conjunto com as forças de segurança.
Clima de tensão na região
O Complexo do Chapadão é uma área historicamente marcada pela presença de facções armadas e constantes confrontos com a polícia. A morte do subtenente reacende o debate sobre o alto risco enfrentado por agentes da segurança pública em operações em áreas de conflito.
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