A Justiça de Campos dos Goytacazes (RJ) sacudiu o cenário do futebol fluminense na última sexta-feira (7), ao suspender a criação da Sociedade Anônima de Futebol (SAF) do Americano FC e paralisar uma reunião crucial do Conselho Deliberativo que discutia a alienação de ativos do clube.
A decisão, que prevê multa de R$ 50 mil em caso de descumprimento, acirrou uma guerra interna que coloca o presidente Tolentino Reis contra parte da diretoria, em um embate que mistura interesses milionários, perseguição política e a preservação da história centenária do clube.
Por que a SAF foi suspensa?
O modelo de SAF defendido por Tolentino previa a constituição da sociedade pelo próprio clube, seguida da venda de ações de forma transparente. No entanto, o Conselho Deliberativo avançou com uma proposta alternativa, negociada às escondidas com o Boston City Group e o empresário Felipe Melo de Carvalho – primo do advogado contratado inicialmente para assessorar o Americano.
Para o presidente, a manobra configurou uma tentativa de “venda disfarçada” do clube, ignorando o estatuto e os torcedores.
Tolentino Reis: “Não Vim Para Vender, Vim Para Salvar o Americano”
Em entrevista à mídia, o presidente desabafou: “Quando assumi, descobri uma dívida de R$ 29,8 milhões em um clube à beira da exclusão do Carioca A2. Investi R$ 4,6 milhões do meu bolso para mantê-lo vivo. A SAF pode ser a solução, mas sem apagar nossa identidade. Querem me impedir porque defendo um processo limpo, sem negociatas.”
Crise financeira x interesses políticos
Enquanto o Americano sobrevive com os aportes de Tolentino, parte do Conselho pressiona por um impeachment do presidente para facilitar a venda da SAF por cerca de R$ 80 milhões.
O grupo alega que a transação é a única saída para quitar dívidas históricas, mas Tolentino alerta:
“Se perder o controle da SAF, o Americano vira um fantasma. Não deixaremos que o legado de Antônio Caixa D’Água e nossa tradição desde 1914 sejam enterrados por ganância.”
O que esperar agora?
A decisão judicial comprou tempo para o presidente, mas o clima é de tensão:
- A multa de R$ 50 mil mantém o Conselho sob pressão.
- Torcedores organizam mobilizações contra a venda do clube.
- O risco de o Americano ficar fora do Carioca A2 em 2024 ainda paira.
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*Da Agência Fonte Exclusiva com informações do Daily Mail. Compartilhe esta notícia do Diário da Guanabara, o melhor site de notícias do Rio de Janeiro.












