A cidade do Rio de Janeiro está formando uma nova tropa armada dentro da Guarda Municipal. Trata-se da Força Municipal, divisão de elite que atuará nas ruas com foco no patrulhamento ostensivo e prevenção de crimes como furtos e roubos. O treinamento é realizado em parceria com a Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) e a Polícia Rodoviária Federal (PRF).
A primeira turma passa por um curso intensivo de 440 horas na Academia de Formação em Irajá, zona norte da cidade. O conteúdo inclui disciplinas como uso de armamento, técnicas de abordagem, gestão de crises, direitos humanos, e treinamento com câmeras corporais. Os agentes também participam de simulações que recriam situações reais do dia a dia nas ruas.
Durante visita ao centro de formação na última terça-feira (21), o prefeito Eduardo Paes destacou que a Força Municipal não substituirá as polícias estaduais no enfrentamento ao crime organizado, mas atuará como reforço no policiamento de bairros.
“Queremos uma tropa preparada, que respeite o cidadão, mas que saiba agir com firmeza. A parceria com a PRF qualifica ainda mais o treinamento. Esses agentes não vão enfrentar milícia ou tráfico, mas sim ajudar no combate a crimes como roubos e furtos”, afirmou Paes.
A conclusão do curso está prevista para a primeira semana de novembro. Após a aprovação em todas as etapas, os agentes passam a integrar oficialmente a nova tropa. Em seguida, a segunda turma selecionada inicia seu treinamento.
Segundo o diretor-geral da Força Municipal, Brenno Carnevale, o preparo dos agentes é fundamental. “São servidores que já conhecem a cidade, e agora ganham reforço técnico para o policiamento armado. O treinamento foca em abordagem, defesa policial e manuseio de armamento. A evolução tem sido visível”, disse.
Além da capacitação, a Prefeitura do Rio já publicou autorização para contratar seguro de vida e acidentes pessoais em grupo, com cobertura para até 2.100 agentes da nova Força.
“Assim como um policial militar ou civil, esses profissionais vão para a rua enfrentar riscos. Precisam estar protegidos, com um bom salário, bom equipamento e seguro de vida”, concluiu o prefeito.
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