O Rio de Janeiro registrou em julho de 2025 uma queda de 20,5% na letalidade violenta em comparação com o mesmo mês do ano anterior. Segundo dados divulgados pelo Instituto de Segurança Pública (ISP) nesta terça-feira (13), foram contabilizadas 237 mortes em julho deste ano, contra 298 em julho de 2024 — uma redução de 61 vítimas.
No acumulado de janeiro a julho, a diminuição na letalidade violenta foi mais modesta, de 1,3%. O homicídio doloso, que envolve intenção de matar, caiu 14,4% em julho, enquanto as mortes decorrentes da intervenção de agentes do estado tiveram queda de 40,5%, com 47 casos registrados contra 79 no mesmo período do ano passado. No acumulado do ano, essa última categoria recuou 5,8%.
Apesar desses avanços, alguns tipos de furtos apresentaram aumento. O furto de celulares subiu 52%, passando de 2.671 registros em julho de 2024 para 4.058 em julho de 2025. O furto de bicicletas cresceu 14%, com 350 casos em julho deste ano contra 306 no ano anterior. Também houve aumento de 29% nos furtos em coletivos (ônibus), que passaram de 589 para 758 ocorrências.
Os furtos de veículos também tiveram alta, com 1.504 casos em julho deste ano, contra 1.360 em 2024, representando um aumento de 11%. Já o estelionato, golpe que causa prejuízo financeiro às vítimas, cresceu 6%, com 13.870 registros em julho de 2025.
Por outro lado, os crimes contra o patrimônio tiveram queda em alguns indicadores. O roubo de veículos caiu 20,2% no mês, de 2.252 para 1.797 casos, enquanto o roubo em coletivos diminuiu 39,2%, com 206 ocorrências a menos. O roubo a transeunte também apresentou retração de 10%, totalizando 2.297 registros em julho. O roubo de carga teve redução de 3,8%.
O governador Cláudio Castro destacou o trabalho integrado das forças de segurança: “Continuaremos a investir em tecnologia para levar mais segurança à população”, afirmou.
Em julho, a produtividade policial teve avanços importantes, com a apreensão de 71 fuzis — 20,3% a mais que no ano anterior — e a recuperação de 10.095 veículos nos sete primeiros meses do ano, um crescimento de 5%. A média diária de prisões foi de 115, além do cumprimento de 32 mandados de prisão.
Marcela Ortiz, presidente do ISP, ressaltou a importância do monitoramento contínuo dos indicadores e das ações estratégicas para ampliar os resultados positivos, especialmente a retirada de armas de circulação.
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