A rotina da cidade do Rio de Janeiro é alterada, principalmente no trânsito e na segurança pública, para receber os chefes de Estados dos 20 países participantes da Cúpula do G20, que acontece nesta segunda-feira (18) e terça-feira (19), no Museu de Arte Moderna do Rio (MAM). A programação do fórum mundial já ocupa a cidade desde a quinta-feira (14), com fechamento de vias, áreas de lazer suspensas e o reforço das Forças Armadas. Vamos aos detalhes sobre as mudanças na cidade do Rio devido à realização da Cúpula do G20.
Cinco estações do metrô serão fechadas temporariamente nesta segunda (18) e terça (19), entre 8h e 19h. São elas: Uruguaiana, Carioca, Cinelândia, Glória e Catete. A medida atende às demandas de segurança para o evento que ocorre no MAM. As demais estações permanecem funcionando normalmente.
Além disso, a Avenida Atlântica, em Copacabana, na Zona Sul, está totalmente interditada desde às 6h de domingo (17) e segue assim até as 18h desta terça (19). Durante esse período, apenas delegações oficiais e veículos de escolta têm acesso; não haverá área de lazer no local; banhistas podem acessar a praia, mas devem usar os sinais para atravessar; grades foram instaladas ao longo da via para organização do fluxo de pedestres; moradores precisam apresentar comprovante de residência para entrar nos bloqueios e acessar suas garagens; o estacionamento nas baias da Atlântica está proibido.
O trecho interditado vai da Rua Francisco Otaviano até a Avenida Princesa Isabel, em Copacabana. Ainda na Zona Sul, o Aterro do Flamengo também permanece fechado até amanhã para o deslocamento das comitivas.
Outra mudança importante é a suspensão das operações no Aeroporto Santos Dumont, segunda (18) e terça (19). Os voos comerciais foram transferidos para o Aeroporto Internacional Tom Jobim, o Galeão, na Ilha do Governador. A decisão foi tomada devido à proximidade entre o Santos Dumont e o MAM, palco da reunião.
E a Secretaria de Estado de Polícia Civil também reforçou a segurança na cidade durante esse período de realização do G20 com o uso de tecnologia de ponta, que permite acompanhar de perto todas as movimentações do evento que reúne as maiores economias do mundo. Além do esquema especial de segurança, tem ainda o Gabinete de Comando de Operações Policiais, o GCOP, que está atuando de forma integrada com outros órgãos de segurança. A importância desse centro de monitoramento é que auxilia na tomada rápida de decisão.
E a Polícia Federal realizou ontem, nos hotéis onde estão hospedados os chefes de Estado e suas delegações, varreduras anti bombas e inspeções que abrangem ameaças químicas, biológicas, radiológicas e nucleares. Veículos que circulam próximos às autoridades também passaram por vistoria.
As inspeções estão sendo realizadas em hotéis que vão da Barra da Tijuca, na Zona Oeste, ao Leme, na Zona Sul, em uma área de aproximadamente 25 quilômetros. Nessas operações, foram utilizados cães farejadores e equipamentos avançados de detecção, para identificar qualquer tipo de ameaça radiológica.
O trabalho conta ainda com apoio do Exército, das polícias militares de diversos estados, como Rio de Janeiro, Bahia, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Paraná e Minas Gerais, além da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) e da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN). Entre os chefes de Estado, dois estão com a segurança ainda mais reforçada. Xi Jinping, da China, que chegou ontem ao Brasil acompanhado de uma delegação com cerca de 1 mil pessoas. Ele está hospedado em um hotel no Leblon, na Zona Sul. E o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, que também chegou ontem à noite e está hospedado em um hotel em Copacabana, na Zona Sul. No caso de Biden, a segurança envolve agentes da Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Exército Brasileiro e Serviço Secreto americano. As ações de inspeção vão continuar até a finalização do fórum mundial.
Da Agência Fonte Exclusiva com informações do Direto da Redação. Compartilhe esta notícia do Diário da Guanabara, o melhor site de notícias do Rio de Janeiro.











